Jéssica Antunes
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Os carroceiros do Distrito Federal devem participar de um programa de capacitação profissional. De acordo com o governador Ibaneis Rocha (MDB), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) começou a fazer um cadastramento dos trabalhadores para integrarem o projeto que será financiado pelo Banco de Brasília (BRB). A intenção é criar uma espécie de “tuque tuque” da limpeza, com uso de motocicletas e reboques, para, enfim, extinguir o abuso dos animais.
Neste mês o Jornal de Brasília mostrou que a Lei 5.756 de 2016, que proíbe circulação de veículos com tração animal, ainda aguarda regulamentação para começar a valer, apesar de a norma ter entrado em vigor em 22 de dezembro. O texto não avançou na gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB), mas, agora, Ibaneis dá previsão de dois anos para que nenhum carroceiro circule pelas ruas do Distrito Federal.
Esse é o prazo para que todos os 64 Papa Entulho sejam instalados na capital e os profissionais sejam capacitados. “Aqui, como de certo em todo o país, acham que fazer leis resolvem o problema. Tem que olhar o outro lado, que sempre alguém pode sair prejudicado. Nesse caso, são as famílias que sobrevivem com o trabalho braçal dessas pessoas. Quero dar um olhar social para a lei, dando condições para que saiam da informalidade”, afirmou o governador durante inauguração da 10ª unidade, em Ceilândia.
O projeto está em andamento. Segundo o chefe do Executivo, o BRB se debruça em estudos enquanto o SLU faz levantamento dos carroceiros para ver quem quer ingressar e quem tem condições de participar do processo. “Vamos evoluir para acabar com isso, dando a eles nova oportunidade de trabalho. Em vários países existem os chamados ‘tuque tuque da limpeza’. Em vez de animais, eles usam motos com reboque carregando lixo e trazendo para as áreas de transbordo. A ideia é essa”, explicou.