Marina Marquez
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O governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, disse estar tranquilo quanto à ação civil do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) aberta contra ele por improbidade administrativa. A ação é da Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb) e alega que o governador destituiu uma operação da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) quando reconsiderou a interdição de estabelecimentos de ensino fechados por falta de alvará.
“O MP está no seu papel de fiscalização, mas eu estou tranquilo. Conversei com o comitê jurídico e, no sábado que pedi que as universidades fossem reabertas já havia uma decisão judicial no mesmo sentido”, afirma. De acordo com ele, qualquer decisão da Justiça será cumprida, mas é necessário que se analise as razões do ato. “Quando se fecha escolas, hospitais, coisas que são de responsabilidade do Estado, há um respaldo, porque se está pensando na população, que é a mais prejudicada”, completa.
A declaração do Rosso foi dada durante uma reunião com a imprensa após chegar de uma viagem de seis dias à Europa. E o que viu nesses dias fora de Brasília devem render novos projetos para a capital federal. Na França e Holanda o governador visitou empresas de ramos diferentes e assinou termos de cooperação técnica nas áreas de segurança de estádios esportivos, saneamento e tratamento de resíduos sólidos, saúde e transporte público.
Além disso, Rosso conseguiu um empréstimo de R$ 330 milhões com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para o Veículo Leve sob Trilhos (VLT), que aguarda aprovação do Senado.
Um dos primeiros projetos que o o governador do DF pretende lançar é de criação de um parque de ciências do DF. A ideia surgiu após visitar o parque tecnológico e científico La Villete, em Paris. Segundo ele, um projeto desse, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), poderia criar um novo atrativo para o turismo nacional e uma base de ensino para crianças da capital federal e de todo o país.
“Brasília tem todo um atrativo cultural e histórico para o desenvolvimento de um parque nacional de ciências. É uma coisa que ainda não existe no Brasíl e é fantástica. E tenho certeza eu daria muito certo implementar um centro desse, no qual poderia se observar o desenvolvimento da tecnologia”, afirma. Para Rosso, alguns locais atualmente degradados, como a Rodoferroviária, poderiam ser palco para o centro e a UnB já teria se mostrado interessada na criação de um Museu de Ciências.
Usina
Um tratamento mais eficiente também faz parte dos planos do GDF ainda para este ano após conhecer sistemas de produção de energia de uma usina de lixo em Amsterdã, na Holanda. “Enquanto os países desenvolvidos já estão deixando os aterros sanitários e migrando para as usinas energéticas o DF sai do lixão para o aterro sanitário. Mas não podemos nos acomodar, se é possível dar um passo junto com o aterro, criar uma forma de transformar o lixo em energia, vamos fazer”, revela.
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