Eric Zambon
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Um erro de português ligou o alerta de uma idosa e evitou que ela caísse em um golpe. Com o marido internado em hospital na Asa Sul, a mulher recebeu, na manhã do último domingo, um telefonema de alguém com conhecimento de seus dados pessoais e do marido e de informações até sobre o plano de saúde.
“A pessoa se passou pelo médico do meu pai e queria um depósito de R$ 1,6 mil para fazer um exame com urgência”, relatou a filha do casal, que preferiu manter o anonimato.
Ao ser interpelado sobre o motivo do exame e sobre o porquê de o idoso precisar ser submetido ao procedimento, já que havia recebido alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) horas antes, a pessoa desligou. O DDD era de Rondonópolis (MT), e o número de celular que contatou a senhora, informado pela vítima da tentativa de golpe, não atendeu às ligações da reportagem do JBr..
Seria folclórico não fosse recorrente. Após a mãe quase ter sido vítima do trote em nome do Hospital Santa Lúcia, a filha acionou a Ouvidoria e se indignou com a resposta. “Fomos orientados a fazer um boletim de ocorrência junto à policia e não quiseram registrar nada junto ao hospital. Insistimos em deixá-los cientes, mas o atendente fez pouco caso”, indigna-se.
Caso não é isolado
Segundo a mulher, outra família estava na Ouvidoria no instante do registro da reclamação. Segundo ela, houve relato de um senhor que teria depositado mais de R$ 1 mil antes de perceber se tratar de estelionato.
“Até hoje não recebi resposta do hospital. Os enganadores sabiam dados do paciente, nome do médico e dados do plano de saúde. Então podem estar dentro do hospital”, especula.
Até o fechamento da edição, a assessoria do Santa Lúcia não soube informar quantas reclamações sobre a mesma tentativa ou consumação do trote foram registradas. O estabelecimento se defendeu ao dizer que distribui panfletos informativos sobre os perigos desse tipo de situação e que o problema é antigo e de responsabilidade da polícia.
A Divisão de Comunicação da Polícia Civil não se manifestou sobre o andamento das investigações e a Secretaria de Segurança admitiu não ter estatísticas sobre esse tipo de crime.