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Brasília

Golpista se passa por diretor da Record para aliciar jovem mas é preso

Arquivo Geral

05/03/2010 21h35

Amilton Basílio, 42 anos, era acostumado com o trabalho que desenvolvia. Ele se passava, desde 2009, por diretor de empresas de comunicação, como Record e Globo, para seduzir adolescentes e manter relações sexuais com as vítimas. Desta vez, Amilton foi pego pela quarta vez pelo mesmo tipo de crime, com uma adolescente de 16 anos.

 

Uma denúncia relatou que um homem negro, com terno cinza e que dizia ser um funcionário da Rede Record, estava na Torre de TV com uma jovem morena de roupa cor de rosa. Ao chegarem no local, policiais militares avistaram Amilton portando um crachá da empresa. Quando foi abordado, ele disse que estava conseguindo emprego para a moça, e ela confirmou dizendo que estava fazendo um teste de elenco.

 

Segundo informações do delegado de plantão da 5ª Delegacia de Polícia (Setor Bancário Norte), responsável pelo caso, o criminoso engava a jovem prometendo destaque na novela A depravada – que ele também inventada. Em seguida, Amilton e a adolescente foram levados para a delegacia, onde ela foi informada do golpe e ele, preso em flagrante pelo crime de posse sexual mediante fraude. Sua pena varia de um a três anos de reclusão. O sedutor será encaminhado amanhã à Delegacia de Polícia Especializada (DPE).

 

Golpe antigo

O golpista abordou a jovem de 16 anos na segunda-feira (1º), quando ela estava em uma parada de ônibus indo para o Hospital de Base. Ele iniciou a fraude e marcou encontro para hoje. Segundo depoimento à delegacia, Amilton contou que levou a garota ao 4º andar da Record e já perguntava se ela era virgem pois teria de fazer cenas de sexo na novela. Ele também contou à menina que a ensinaria o beijo técnico com artistas. O delegado de plantão da 5ª DP disse que investigará como ele tinha acesso ao prédio da TV.

 

O criminoso possui três passagens pela polícia de abril a maio de 2009 com o mesmo golpe, chegando a se passar por diretor da Globo. Uma das ocorrências registradas foi com uma jovem de 18 anos com quem ele manteve relações sexuais por dez dias. Amilton engravidou a adolescente, ficou preso por cinco meses e atualmente era casado com a vítima. Ele alegou morar na casa dos pais da menina, no Paranoá.

 

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