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Brasília

Golpe em boletos bancários tem até código de barras

Arquivo Geral

17/03/2014 7h40

Um golpe com código de barras, em forma de boleto bancário. A vítima deste crime cai na armadilha  de quitar dívidas que não existem, quando na verdade está   beneficiando estelionatários. Os consumidores recebem e-mails ou ligações em nome do banco que informam a quantia a ser paga pelo correntista. Geralmente,   criminosos têm acesso a informações   pessoais, o que faz com que a vítima acredite na  mensagem. 

De acordo com  o Procon, as entidades fantasmas utilizam um boleto similar ao de pagamentos de tributos e apresentam artigos de leis   para citar prováveis punições, caso o valor   não seja quitado. Uma das táticas comuns é a de  mandar o boleto próximo à suposta data de vencimento. “Eles  abordam principalmente os idosos, e ainda dizem que darão desconto se o valor for pago logo”, explica Todi Moreno, diretor do órgão. 

Uma das  maiores preocupações nestes casos é o acesso às informações cadastrais. “Pode ser que algumas empresas tenham a prática de terceirizar as cobranças, e aí   eles têm acesso aos dados. Isso fere o direito do consumidor e se encontrarmos casos deste tipo,  as instituições podem ser punidas”, alerta.

Endereço

A gestora de recursos humanos  Adalvani Ibiapino, 47 anos,  por pouco não caiu no golpe. “Eu fiz um acordo com o banco para pagar um cartão e alguém me ligou   dias depois. Queriam saber se eu já tinha pago, e falei que estava esperando o boleto. Pediram que eu  checasse  o meu e-mail, e quando disse que não tinha nada,  tentaram mandar algumas vezes, até que pediram para eu repetir o endereço”, lembra.

Quando ela recebeu o boleto, com o nome completo e CPF, Adalvani ficou desconfiada devido ao valor e ao número de prestações. “Tentei ligar no telefone que constava no boleto e a ligação nem completava. Liguei diretamente no banco  e me explicaram que nunca mandam boleto por e-mail,  e que quase fui vítima de um golpe”, conclui. 

Para Diego Freitas Aranha, especialista  em segurança na   rede da Universidade de Brasília, não há   tecnologias   que possam evitar esse tipo de crime. Cabe à vítima ter atenção e entrar sempre em contato com o    banco para verificar qualquer informação suspeita. “Os   bancos   avisam os clientes que   nunca entram em contato por e-mail. É importante sempre ficar de olho nas informações do boleto”, sustenta.

Freitas observa que funcionários dos bancos podem estar envolvidos no vazamento de dados pessoais.

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