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Brasília

Gestantes usuárias de droga lícita ou ilícita são as maiores inimigas do bebê

Arquivo Geral

27/06/2010 21h11

 

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Perigo para a mãe e perigo maior para o bebê. Quanto maior o vício, frequência do consumo e quantidade de drogas consumidas pela gestante, maior o risco de vida e malformação para o feto. No Distrito Federal, praticamente todos os hospitais regionais possuem leitos de alto risco para atender mulheres que têm uma gravidez arriscada. No Hospital Regional da Asa Sul (HRAS), referência na capital federal, são 32 leitos e, pelo menos a cada dois meses, um deles é ocupado por uma mãe usuária de drogas.

 

“Não são muitos casos, mas geralmente são casos complicados, principalmente porque na maioria deles a mulher não conta sobre o consumo das drogas”, avalia a ginecologista e obstetra de alto risco do HRAS, Lucila Nagata. Segundo ela, a maioria das grávidas que são viciadas em drogas só chegam ao hospital quando sofrem alguma complicação na gestação e raramente fazem o pré-natal.  “Elas chegam porque passaram mal, quase sempre encaminhadas de outro hospital e da psiquiatria. Mas chegam muitas vezes em cima da hora. Às vezes não dá para salvar o bebê”, lamenta Lucila.

 

O pré-natal para todas as grávidas é imprescindível, segundo a ginecologista e obtetra do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Livia Pereira. “No caso das usuárias de drogas então, o pré-natal é mais importante ainda, porque é um acompanhamento que vai apontar os possíveis danos que já foram causados e amenizar outros”, observa. Ela acrescenta que crianças com malformação geralmente precisam ser operadas logo após o nascimento. “O médico, sabendo, já prepara uma equipe multidisciplinar para atender melhor mãe e bebê”, revela. 

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (28) do Jornal de Brasília.

 

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