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Brasília

GDF vai promover a inclusão digital de um milhão de pessoas

Arquivo Geral

29/06/2011 17h43

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, lança nesta quarta-feira (29/06) o Ponto de Inclusão: Programa de Orientação a Novas Tecnologias e Oportunidades. A meta é que até 2014 o GDF certifique um milhão de pessoas em cursos de educação formal, tecnológicos e profissionalizantes por meio dos centros tecnológicos comunitários que serão implantados em todo o DF.

 

 

“A meta de um milhão de formados é ousada mesmo, mas temos que ter ousadia e gerar a inclusão em todas as faixas etárias”, afirmou o governador à população do Gama que compareceu a entrega do Ponto.

 

 

 

Uma das novidades é que os centros comunitários digitais serão autossustentáveis. Cada ponto terá montado um plano de negócio, para que a própria sociedade possa gerir o local, estimulando a economia solidária e criativa e o empreendedorismo.

 

 

Para atender a demanda do DF e do Entorno, o governo irá criar 300 centros tecnológicos comunitários, além de converter ao novo modelo os 102 telecentros existentes. O objetivo é oferecer acesso universal às Tecnologias da Informação e Comunicação. O programa será coordenado pela Secretaria de Ciência e Tecnologia.

 

 

 

O secretário de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal, Gastão Ramos, reiterou o compromisso do governo com o desenvolvimento do DF e a inclusão da população de baixa renda no mercado de trabalho.

 

 

“O governador nos deu condições para enfrentar as barreiras e instalar esse programa. Mas, não é apenas um programa de inclusão digital, é também social”, declarou.

 

 

Esta é mais uma das ações estruturantes do governo para a promoção da inclusão social. O projeto é baseado no na Política Nacional de Inclusão Digital, do governo federal, e terá como modelo a integração do governo com a comunidade científica e o setor produtivo, tendo em vista o desenvolvimento da ciência e da tecnologia como ferramentas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do Distrito Federal.

 

Novidades

Um dos diferenciais do programa é que as ações de inclusão digital também irão estimular o desenvolvimento de habilidades, atitudes e cultura que gerem cidadania e oportunidades de ascensão social aos participantes.  Confira os principais pontos:

 

· Capacitação em tecnologias atuais e habilitadoras de oportunidades e mobilidade social;

· preocupação com o descarte ecológico e socialmente correto do lixo eletrônico, com implantação de quatro estações de meta-reciclagem e quatro centros de desenvolvimento de conteúdos e aplicações nos quais, além de serem remunerados, os alunos terão a oportunidade de aplicar os conhecimentos apreendidos;

· respeito à diversidade cultural e às características e necessidades das comunidades e indivíduos;

· desenvolvimento integral de competências, habilidades e atitudes associadas a certificações reconhecidas pelo mercado e pelos currículos formais de ensino;

· estímulo à formação de redes sociais para a produção e intercâmbio de conhecimentos;

· promoção da acessibilidade com respeito às pessoas com deficiências e necessidades especiais, com adaptação das instalações, equipamentos e programas específicos;

· ampliação do leque de tecnologias abrangendo todos os tipos e formas utilizadas pela sociedade;

· integração com programas de inclusão digital já existentes no governo federal e outras entidades que atuam nessa área no DF;

· atenção integral à sociedade, abrangendo todas as faixas etárias e situações sociais, priorizando comunidades e pessoas em situação de fragilidade social (populações de rua e carcerária, dentre outros).

 

 

Parcerias

Além das inovações propostas pelo programa, outro aspecto positivo são as parcerias com instituições, organismos nacionais e internacionais, setor privado e organizações da sociedade civil. Um dos parceiros é o Banco do Brasil, que no último mês, doou quatro mil computadores já em fase de instalação nos centros tecnológicos comunitários.

 

 

Também são parceiros do novo programa: a Organização das Nações Unidas para a Ciência, a Educação e a Cultura (Unesco), Organização dos Estados Iberoamericanos (OEI), Fundação Banco do Brasil, Ong Programando o Futuro, Central Única das Favelas (Cufa), além de empresas como Serpro, IBM, Oracle, dentre outros.

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