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Brasília

GDF transfere 27 famílias de área irregular no Sol Nascente

Arquivo Geral

27/11/2012 19h35

Operação do Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo, realizada nesta terça-feira (27), prestou auxílio na mudança de 27 famílias que habitavam áreas irregulares do Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia. Elas foram transferidas para casas construídas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) na Quadra 100 do mesmo setor. Cerca de 200 servidores e 26 caminhões foram mobilizados para os trabalhos. A transferência foi coordenada pela Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops).

 

A operação foi iniciada às 9h e teve término às 15h30 devido ao mal tempo. Deve ser retomada nesta quarta-feira (28). Entre as chácaras onde houve mudança de moradores estão a 07, a 161, a 45A, a 67 e a 127. Coincidentemente, as construções foram erguidas em área de risco. Todas as edificações irregulares serão erradicadas pelo Comitê depois que os antigos moradores deixarem a área.  

 

A ação faz parte da primeira etapa do processo de regularização do Sol Nascente, que prevê a construção de 209 casas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Habitação. A verba é destinada às chamadas áreas de relevante interesse social (Aris). Neste primeiro momento, 53 famílias que preencheram os pré-requisitos e foram contempladas serão transferidas para a área legalizada. Ao todo, 641 moradores do setor já foram habilitados pela Codhab para serem beneficiados.

 

“Estamos aqui para fazer uma prestação de contas. São 53 famílias, que vão receber as suas casas hoje e o documento legítimo do seu imóvel. Foi um período de muito diálogo e estamos dando o primeiro passo. Temos consciência de que ainda temos muito a fazer. Por isso, vamos trabalhar para a estruturação das vias e de toda a infraestrutura do Sol Nascente”, diz o presidente da Codhab, Luciano Queiroga.

 

Ao todo está prevista a construção de 2.150 unidades habitacionais no Setor Habitacional. A entrega das primeiras 16 casas ocorreu no dia 14 de agosto deste ano.

 

Fiscalização

De acordo com o chefe da Comunicação da Seops, major Carlos Chagas de Alencar, a regularização do setor facilita o trabalho dos órgãos de fiscalização. “Também por isso a população tem um importante papel quando realiza suas denúncias. As ocupações recentes prejudicam a regularização e podem dificultar a futura instalação de equipamentos públicos e comunitários, como unidades de saúde, postos de segurança, praças e escolas”, explica Alencar. “O GDF quer regularizar o Sol Nascente, mas não vai permitir novas ocupações”, completa.

 

Ceilândia está no topo da lista em número de construções removidas pelo Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo. De janeiro a outubro deste ano, 1.827 edificações foram ao chão em ações do governo no local. No mesmo período a cidade foi a segunda em visitas da fiscalização, com 104 operações realizadas. Para impedir o avanço das ocupações irregulares, o GDF faz de três  a quatro intervenções por semana nos setores Sol Nascente e Por do Sol.

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