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Brasília

GDF se reúne com professores para evitar uma possível greve

Arquivo Geral

14/06/2017 7h00

Atualizada 13/06/2017 22h32

Foto: Nilson Carvalho/Agência Brasília Em reunião no Palácio do Buriti, na tarde desta terça-feira (13), ficou acordado com representantes do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) o cronograma de pagamento das pecúnias. A medida abrange as licenças-prêmio não usadas de todos os servidores públicos que se aposentaram em 2016. No encontro, foi informado pelo secretário da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais do DF, Sérgio Sampaio, e pelo Secretário de Fazenda do DF, Wilson de Paula, que o pagamento começará em julho.

Eric Zambon
eric.zambon@jornaldebrasilia.com.br

Com agenda cheia, o governador Rodrigo Rollemberg teve um dia de encontros importantes e de promessas para evitar uma possível greve de professores. O impasse entre o GDF e a categoria já fez com que os profissionais da rede pública ficassem quase um mês de braços cruzados entre março e abril deste ano.

No início da tarde dessa terça-feira (13), o socialista designou o chefe da Casa Civil do DF, Sérgio Sampaio, e o secretário de Fazenda, Wilson de Paula, para negociar com o Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) e estabelecer um cronograma de pagamento da pecúnia dos profissionais. Apesar do avanço nas tratativas, Rollemberg fez a ressalva que os repasses dos valores serão feitos “dentro das possibilidades.”

Jantar com Temer

À noite, o governador reuniu seu secretariado por uma hora para discutir questões políticas e de gestão. O encontro mais importante veio em seguida, quando Rollemberg seguiu para um jantar no Palácio da Alvorada, a convite do presidente da República, Michel Temer (PMDB).

O peemedebista busca apoio político dos estados para aprovar as reformas previdenciária e trabalhista na Câmara dos Deputados e também para recompor sua base. Em contrapartida, Michel Temer promete renegociação de dívidas e novas linhas de crédito para as unidades da federação aumentarem os investimentos em obras públicas.

O partido de Rollemberg, o PSB, desembarcou da base do governo em maio e assumiu postura de orientar suas bancadas na Câmara e do Senado a votar contra as reformas propostas pelo Planalto. O governador do DF nunca declarou abertamente se opor ao presidente, mas já se indispôs devido a decisões do peemedebista.

Durante os protestos de 24 de maio deste ano, apenas quatro dias depois de o PSB ter deixado o governo, Temer autorizou a atuação das Forças Armadas contra os manifestantes na Esplanada dos Ministérios. Na ocasião, Rodrigo Rollemberg classificou a medida como extrema e garantiu que não foi consultado a respeito.

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