Na tarde desta segunda-feira (11), às 17h30, no Palácio do Buriti, o governo do Distrito Federal se reúne com o comando da greve dos servidores da saúde com o objetivo de oferecer propostas para evitar a continuação da greve da classe, que esta suspensa por 48h.
O Presidente do Sindsaúde, Agamenon Torres, e a diretora do sindicato, Marli Rodrigues estarão em reunião com o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, e o secretário de Administração, Denílson Bento. Na ocasião será negociada e oficializada uma proposta para os servidores.
Depois do encontro o comando da greve se reúne no Sindsaúde, às 19h, para analisar as propostas. Toda a classe se reunirá na manhã da próxima terça-feira (12), às 10h, no auditório Parlamundi da Legião da Boa Vontade. Na ocasião, os servidores da saúde vão decidir se aceitam a proposta e retornam ao trabalho ou se optam pela continuidade da greve.
A greve dos servidores foi suspença na sexta-feira (8), por 48 horas úteis. Os servidores decidiram suspender a greve para possibilitar as negociação com o GDF que afirmou não negociar se a classe estivesse parada. A paralisação da greve têm duração até esta segunda-feira.
A decisão foi intermediada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) o que permitiu uma abertura para a negociação entre o governo e SindSaúde.
Segundo a diretora do sindicato, a espera é que o governo atenda todas as reivindicações da classe. “Seja qual for a proposta do governo, será submetida à categoria. E se não for aceita, retomaremos a greve”, afirmou a diretora Marli Rodrigues.
Reivindicações
A classe, que não inclui médicos e enfermeiros, reivindica aumento de 34% do auxílio-alimentação (de R$ 199 para R$ 304), o repasse imediato do percentual de reajuste do Fundo Constitucional do DF, a implantação do plano de carreira, cargos e salários da categoria, e a oferta de plano de saúde. Os profissionais de saúde pedem também a incorporação aos salários da Gratificação por Apoio Técnico Administrativo (Gata) e a redução da carga horária para 20 horas semanais.