“A prioridade do Governo do Distrito Federal é acertar os salários daqui para frente. O que está para trás é reconhecido. O governo deve, não nega, mas vai pagar quando puder”. A afirmação é do chefe da Casa Civil do DF, Helio Doyle. Em coletiva de imprensa, ele explicou que a atual gestão do Buriti não vai perder sua regularidade em função do que o ex-governador Agnelo Queiroz deixou de pagar.
Ainda durante os esclarecimentos à imprensa, o chefe da Casa Civil reafirmou o compromisso da atual gestão em pagar, até o fim da próxima semana, o salário dos servidores e terceirizados da educação. Os vencimentos dos professores serão quitados na próxima, garantiu. Porém, não há previsão de acordos em relação ao 13º salário, horas-extras, férias e outros benefícios, destacou Doyle.
“Uma coisa são os salários de dezembro. E hoje começa esse processo de pagamento de dezembro da área de saúde. Semana que vem, de educação. O governador reconhece que existe essa dívida com as categorias profissionais. Agora, ele vai ver as condições de pagar tudo isso”, completou o chefe da Casa Civil.
Medidas
De acordo com Helio Doyle, todas as medidas estão sendo estudadas para garantir a regularidade dos pagamentos dos trabalhadores. Entre elas, a possibilidade de aumento de arrecadação, o que, segundo ele, não significa acréscimo nos impostos.
Os dados da arrecadação deste mês somam R$ 775 milhões, que estão em uma conta única do governo, informou Doyle. Estes recursos serão utilizados para o pagamento dos salários dos servidores da Saúde, que entraram em greve ontem. O que sobrar, algo em torno de R$ 40 milhões, será utilizado para pagar os terceirizados. “Ainda deste valor aproximadamente R$ 12 milhões são referentes ao pagamento dos catadores”, destacou o chefe da Casa Civil.
Decisão sobre pagamento foi difícil