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Brasília

GDF reconhece dívida com professores

Arquivo Geral

10/01/2015 9h36

“A prioridade do Governo do Distrito Federal é acertar os salários daqui para frente. O que está para trás  é reconhecido. O governo deve, não nega, mas vai pagar quando puder”. A afirmação é do chefe da Casa Civil do DF, Helio Doyle. Em coletiva de imprensa, ele explicou que a atual gestão do Buriti não vai perder sua regularidade em função do que o ex-governador Agnelo Queiroz deixou de pagar. 

Ainda durante os esclarecimentos à imprensa, o chefe da Casa Civil reafirmou o compromisso da atual gestão em pagar, até o fim da próxima semana, o salário dos servidores e terceirizados da educação. Os vencimentos dos professores serão quitados na próxima, garantiu. Porém, não há previsão de acordos em relação ao 13º salário, horas-extras, férias e outros benefícios, destacou Doyle. 

“Uma coisa são os salários de dezembro. E hoje começa esse processo de pagamento de dezembro da área de saúde. Semana que vem, de educação. O governador reconhece que existe essa dívida com as categorias profissionais. Agora, ele vai ver as condições de pagar tudo isso”, completou o chefe da Casa Civil.

Medidas

De acordo com Helio Doyle, todas as medidas estão sendo estudadas para garantir a regularidade dos pagamentos dos trabalhadores. Entre elas, a possibilidade de aumento de arrecadação, o que, segundo ele, não significa acréscimo nos impostos. 

Os dados da arrecadação deste mês somam R$ 775 milhões, que estão em uma conta única do governo, informou Doyle. Estes recursos serão utilizados para o pagamento dos salários dos servidores da Saúde, que entraram em greve ontem. O que sobrar, algo em torno de R$ 40 milhões, será utilizado para pagar os terceirizados. “Ainda deste valor aproximadamente R$ 12 milhões são referentes ao pagamento dos catadores”, destacou o chefe da Casa Civil. 

Decisão sobre pagamento foi  difícil

Questionado ainda se o atual governo imaginava ter mais compreensão das categorias, o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, afirmou que sim. “Todo sindicato tem autonomia nas decisões, e isso foi amplamente dito pelo governador em conversa com a presidente do Sindsaúde. Mas, sim, ele esperava uma maior compreensão”.  Porém, destacou, “foi uma decisão difícil a de ontem. Mas, era melhor pagar alguém do que não pagar ninguém”. 
 
Vale lembrar que mesmo pagando os salários dos servidores e terceirizados da Saúde,  a categoria decidiu paralisar parte de suas atividades. Por isso, neste final de semana, apenas os serviços emergenciais estão em funcionamento. O que Helio Doyle avaliou como “um problema um pouco menor do que antes, porém ainda grave”.
 
Sobre os pagamentos dos próximos meses, Doyle foi cauteloso, afirmando apenas que é prematuro fazer qualquer previsão.  “A intenção do governo é pagar em dia”, concluiu o chefe da Casa Civil.
 
Saibamais
 
De acordo com o governo, a verba para o pagamento dos servidores da Saúde será retirada da parcela mensal do Fundo Constitucional, composto de recursos da União repassados ao Distrito Federal. 
 
O Governo do Distrito Federal (GDF) chegou a pedir ao Ministério da Fazenda o adiantamento da parcela de fevereiro, mas a medida não foi acatada pela União por questões legais.
 

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