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Brasília

GDF quer rescindir contrato de administração de cemitérios

Arquivo Geral

12/03/2010 9h15

Nesta terça-feira a Secretaria de Justiça (Sejus) sugeriu a rescisão de contrato com a empresa, que administra desde 2002 os seis cemitérios do DF – Taguatinga, Planaltina, Brazlândia, Sobradinho, Gama e Plano Piloto.
 
A sugestão foi baseada num relatório elaborado pela Comissão Especial de Processos Administrativos, formada por servidores de carreira da Sejus. Após quatro meses fazendo diligências, analisando documentos e ouvindo testemunhas de um suposto descaso na execução nos serviços de sepultamentos, os integrantes da comissão aconselham ao governo aplicar a punição máxima à empresa: a quebra do acordo.
 
O secretário de Justiça, Flávio Lemos, terá 40 dias para decidir se acolhe a sugestão da comissão. Se o GDF não puder assumir a administração dos cemitérios, o gestor atual será afastado e novos serão nomeados por meio de concurso público, incluindo os servidores.

Os visitantes do Campo da Esperança, no Plano Piloto, endossam o coro dos insatisfeitos com os serviços prestados no cemitério. “Não tem nada conservado. Lugar pra falecido tem que ter respeito. Isso aqui é só um comércio”, se revolta Maria José Ferreira do Nascimento.

Ela tem um filho enterrado ali há seis meses e visita o túmulo pelo menos uma vez por semana. “Não tem nem água para beber, ou uma sombra. Só se preocupam na semana de finados”, afirma. Ela ainda reclama da segurança, limpeza e iluminação. “O túmulo do meu marido eu não visito porque é perigoso demais”, conta.

Taguatinga
As opiniões de quem frequenta o cemitário de Taguatinga não são diferentes. Rita da Silva Torres tem um irmão enterrado ali há quatro meses. “A gente vem muito aqui. Estou achando tudo bagunçado”, afirma. Ela se refere ao tempo que a família esperou pela colocação da pedra de identificação no túmulo do parente. “E agora ainda mudaram de lugar. A gente não sabe nem onde velar o corpo”, desanima.

Maria dos Anjos da Silva é mais enfática na reclamação. “Eu não vou mais admitir esse descaso. Temos que reunir os parentes todos e ir juntos à administração”, sugere. Ela afirma que teve que contratar serviços de manutenção particulares para cuidar do túmulo do marido. “Até quando eu quero jogar água na grama do túmulo dele eu tenho que trazer de casa”, enumera.

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