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Brasília

GDF oferece à UnB gestão da vila olímpica da Ceilândia

Arquivo Geral

09/09/2010 15h36

A Vila Olímpica da Ceilândia poderá ser gerida pela Universidade de Brasília (UnB). Em reunião com o reitor José Geraldo de Sousa Júnior, o secretário de Esporte do GDF, Herbert Félix, propôs parcerias com o Departamento de Economia e a Faculdade de Educação Física para tratar do funcionamento do complexo esportivo. A intenção do governo é inaugurar a unidade em novembro deste ano. Até lá, integrantes da faculdade e do departamento serão consultados sobre o projeto.

 

A ideia da parceria é unir a excelência acadêmica da universidade com a necessidade de gestão do GDF. O secretário explicou ao reitor que a Vila Olímpica de Samambaia, única inaugurada no DF, está sob o comando do Instituto Amigos do Vôlei, criado pelas jogadoras de vôlei Leila e Ricarda. “Elas são responsáveis por toda gerência. A ideia é que a UnB crie um projeto pedagógico e use o espaço como um laboratório”, disse Herbert, que é formado em Pedagogia pela UnB.

 

O secretário de Esportes explicou que, além do viés esportivo, as vilas olímpicas possuem um caráter social. Atualmente, 4 mil alunos de escolas públicas do DF participam de atividades no centro de samambaia, no contraturno das aulas. “São meninos e meninas que passaram praticar esportes e, consequentemente, foram afastados de situações de risco”, disse.

 

SERVIÇOS

Além de prátias esportivas, a UnB poderá implementar na Vila Olímpica da Ceilândia ações de serviço social, psicologia clínica e economia com gestão financeira, por exemplo. “O impacto socioeconômico das vilas é muito grande e a UnB terá liberdade para elaborar o projeto que julgar necessário”, afirmou Herbert. José Geraldo disse que essa poderá ser uma boa oportunidade para que atividades de pesquisas, ensino e extensão sejam ampliadas. Além disso, há a proximidade com o campus UnB Ceilândia. “Sem dúvida poderá haver muito proveito por parte dos alunos e professores”, disse o reitor.

 

O diretor da Faculdade de Educação Física, Alexandre Luiz Gonçalves de Rezende, recebeu a proposta com entusiasmo. “Essa é uma ideia governamental, mas inclui um equipamento novo que foi feito para a comunidade. A preparação de atletas é apenas uma das formas com que a universidade pode contribuir”, contou. De acordo com o professor, as atuais mudanças que ocorrem na faculdade, como a criação do bacharelado em Educação Física, vão ao encontro da proposta. “O bacharel poderia participar do projeto realizando estágios, por exemplo”, adiantou.

 

Alexandre levantou algumas questões que colheu de professores em um levantamento preliminar sobre o projeto. “Uma das coisas que os deixam receosos é a continuidade do governo”. O secretário afirmou que esse é um projeto que não precisa estar vinculado a atual gestão do GDF para ser mantido. “Até porque não há como fugir da Olimpíada e da Copa do Mundo que estão chegando. Não haverá como nenhum governo se furtar disso”, disse.

 

ECONOMIA 

Para manter as vilas funcionando, o GDF dispõe de R$ 5 milhões anuais. “O contrato prevê a contração de equipe, uniformes, materiais. Ou seja, tudo aquilo que é necessário para que a vila funcione”, explicou o secretário. O diretor do Departamento de Economia, Roberto de Góes Ellery Junior, acredita que a universidade poderá utilizar seus méritos de qualidade e compromisso na gestão do centro esportivo. “Temos plenas condições de levar adiante um projeto como esse. Além do mais, é uma grande chance que a UnB tem de se tornar cada vez mais parte da cidade”, acredita Roberto.

 

VILAS OLÍMPICAS

O centro esportivo de Samambaia é  conhecido como Vila Olímpica Rei Pelé. O espaço abriga um ginásio, duas piscinas semiolímpicas, duas quadras poliesportivas (uma delas coberta), campo de futebol com grama sintética, quadra de tênis, pistas de atletismo e de caminhada, além de equipamentos musculação e churrasqueiras. “Nos finais de semana, abrimos as portas para toda comunidade e transformamos o espaço em um clube esportivo”, disse o secretário.

A unidade da Ceilândia tem custo estimado em R$ 8,4 milhões. São 42 mil m² dividos em  piscina semiolímpica, campo de grama sintética, quadra de areia, pista de atletismo, churrasqueiras, muro de escalada, ginásio poliesportivo coberto, entre outras instalações. O espaço é todo adaptado para pessoas com deficiência. José Geraldo solicitou uma visita à unidade de Samambaia e também às obras na Ceilândia.

 

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