Ao entrar no Ministério do Planejamento na manhã desta quarta-feira (8) para uma reunião com o ministro do Planejamento, sildenafil Paulo Bernardo, o governador José Roberto Arruda resumiu em apenas uma frase o motivo do encontro. “Vim de gravata para pedir dinheiro”, disse ele.
A reunião foi motivada pela decisão dos professores da rede pública de entrar em greve, tomada em assembléia na manhã de terça-feira (7). A categoria reivindica um reajuste de 15%, como acordado previamente com o GDF.
O índice é baseado na estimativa de aumento do Fundo Constitucional. Mas com a crise financeira internacional e a queda na arrecadação, o governo federal cortou o repasse do Fundo para o DF em R$ 230 milhões e o governador diz não ter dinheiro para conceder o aumento neste momento.
O encontro com o ministro do Planejamento contou também com a presença do vice-governador Paulo Octávio, do presidente do PT do Distrito Federal, Chico Vigilante, e do líder do governo na Câmara dos Deputados, Geraldo Magela. “Viemos pedir para que não haja cortes no
repasse do Fundo Constitucional”, disse o governador.
Arruda ressaltou que os cortes e perda de arrecadação são consequecias diretas da crise financeira internacional e voltou a pedir que os professores esperem quatro meses para voltar a negociar o aumento dos salários. “Não estou transferindo minha responsabilidade para outros,
mas a crise internacional não é culpa minha nem do presidente Lula”,
lembrou.
A resposta do governo federal deve ser dada amanhã, mas Arruda já adiantou que, se conseguir uma redução no corte de repasses federais, vai voltar a negociar o aumento dos professores, para evitar a greve anunciada na última terça-feira. ?Eu quero dar o aumento?, disse o
governador.
Segundo Arruda, o ministro Paulo Bernardo garantiu que levaria a reivindicação do GDF para a reunião da equipe econômica do Governo Federal, que aconteceu ontem à tarde e contou com a presença do presidente Lula. Enquanto isso, a greve continua marcada para segunda-feira (13).