Mais transparência e participação da sociedade na gestão de serviços públicos. É o que pretende o Governo do Distrito Federal com o lançamento, na próxima segunda- feira, do Portal de Dados Abertos, uma ferramenta on-line que permitirá que qualquer cidadão tenha acesso às informações do GDF e crie aplicativos para dispositivos móveis.
Segundo a subsecretária de Tecnologia da Informação e Comunicação da Secretaria de Planejamento, Renata Canuto Dumont, Brasília está seguindo a tendência de grandes cidades do mundo que utilizam a tecnologia como aliada para diversas ações da administração pública. “O portal é uma contribuição do Estado para que a sociedade civil possa fazer a análise dos dados públicos, questionamentos e também contribuir com o desenvolvimento de aplicativos que facilitem determinados conjuntos de interesses da sociedade, como saúde, transporte, segurança”, afirmou Renata.
Facilidades
Desenvolvido em uma plataforma livre, o Portal de Dados Abertos do Distrito Federal não teve custos para os cofres públicos, e abrigará, em um layout simplificado, informações de todas as secretarias, empresas públicas e administrações.
A partir disso, qualquer pessoa poderá baixar arquivos do site, de acordo com o tema escolhido, e desenvolver aplicativos para smartphones, tablets e computadores. A iniciativa, segundo os criadores, é uma forma de o cidadão contribuir com a gestão do Estado. Na página será possível cadastrar todos os aplicativos criados pela população a partir da ferramenta.
PRIMEIRO PASSO
Também neste 21 de abril, o GDF lançará o primeiro de quatro aplicativos para disseminar informações de utilidade pública. Voltado aos turistas, o “e-Visitante” oferecerá ao usuário de dispositivos móveis, em um número máximo de três cliques, informações importantes para orientação na cidade.
Nele, por exemplo, é possível saber a localização de uma unidade de saúde e, com a ajuda do GPS do aparelho, traçar rotas, em um mapa, para chegar ao local. Também pode-se calcular a distância para chegar ao ponto escolhido a pé, de carro ou bicicleta.
“O visitante que chega a Brasília não tem que conhecer, necessariamente, da fragmentação e organização do Estado para saber buscar as informações sobre ele. Nós, Estado, é que temos que oferecer ao visitante e morador o conforto de ele conseguir, em um único lugar, todas as informações importantes”, frisou Renata.
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