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GDF desconstitui parcelamento irregular do solo em área ambiental sensível com 60 edificações precárias na zona rural do Gama

Ação da DF Legal teve apoio de forças de segurança, assistência social e conselheiros tutelares; área já havia sido alvo de operação anterior

Redação Jornal de Brasília

15/05/2025 16h24

Foto: Divulgação/DF Legal

Foto: Divulgação/DF Legal

A Secretaria DF Legal realizou nesta quinta-feira (15) uma operação para remover um parcelamento irregular do solo na região da Ponte Alta, no Gama. A ação, que teve início na quarta-feira (14), contou com o apoio de todas as forças de segurança do Distrito Federal, assistentes sociais da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e conselheiros tutelares da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus).

Ao todo, cerca de 60 estruturas precárias foram desconstituídas. Segundo a DF Legal, as edificações, construídas com pedaços de lona e madeira, estavam vazias e sem qualquer mobília ou condição de abrigar moradores. Apenas duas delas estavam ocupadas, mas por pessoas que atuavam como vigilantes do local, com o objetivo de garantir a demarcação dos lotes. Mesmo assim, a equipe de assistência social ofereceu transporte e abrigo público a essas pessoas.

De acordo com a secretaria, além do parcelamento irregular em área rural, os responsáveis causaram dano ambiental ao desmatar vegetação nativa do Cerrado. A tentativa era dar aparência urbana à região, o que configura infração ambiental e urbanística.

Essa não foi a primeira operação no local. Em fevereiro do ano passado, outras 38 estruturas semelhantes foram removidas pela DF Legal. Poucos meses após a ação, no entanto, a pasta identificou a retomada das construções irregulares. À época, os responsáveis entraram na Justiça e obtiveram uma liminar que suspendeu temporariamente novas ações no local. Após julgamento do mérito, a decisão foi revertida em favor do Governo do Distrito Federal, permitindo a continuidade das medidas de combate à ocupação ilegal.

A secretaria informou que continuará monitorando a região para evitar novas tentativas de parcelamento irregular e ocupação indevida da área pública.

Com informações do DF Legal

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