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Brasília

GDF corta ponto de policiais grevistas

Colaborador JBr

05/08/2016 15h19

Foto: Hamanda Viana

Hamanda Viana
hamanda.viana@jornaldebrasilia.com.br

O Governo do Distrito Federal partiu para o enfrentamento contra os policiais civis. O Executivo decidiu cortar o ponto dos agentes em greve. O chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, falou nesta sexta-feira (05) que o governo não fará nenhuma negociação enquanto os servidores grevistas não voltarem às atividades.

Conforme o discurso do Palácio do Buriti, a suspensão segue a ação do Ministério Público contra a paralisação. Como o texto foi aprovado ontem (4), pelo Tribunal de Justiça do DF, os salários já estão cortados.

De acordo com o chefe da Casa Civil, a greve é considerada ilegal e abusiva. Sendo assim, o GDF voltou a estaca zero nas negociações. “O governo retirou a sua proposta, feita anteriormente. E toda proposta que for feita agora, terá a consideração de todo cenário.” explicou Sampaio e completou: “Não se pode dizer nessa circunstância que haverá reajuste. Todo cenário será avaliado”.

Segundo Sampaio, a situação financeira da capital é clara. Com o orçamento de R$ 32 bilhões por ano, a máquina pública gasta mais de R$ 26 bilhões somente com o pessoal. “E o que sobra para o restante da cidade é entre R$ 4,5 bilhões. É insuficiente, ainda mais quando consideramos que temos que pagar dívidas pesadas do governo anterior, porque se você não pagar alguns serviços essenciais param.” explicou o secretário.

Falando abertamente Sérgio Sampaio, argumentou que o Estado está existindo hoje apenas para se pagar e não para prestar serviços as sociedade. E explicou que quando o governo aceita conceder algum reajuste, o recurso tem que ser tirado de algum lugar. “Quando a gente aceita conceder algum reajuste a gente está tirando de remédio, da limpeza publica, de programas sociais, de manutenção de equipamentos hospitalares e é isso que a sociedade tem que enxergar. Não tem mágica, não está sobrando, está faltando.”

Nas palavras do chefe da Casa Civil, o orçamento atual é insuficiente e agravado pela situação de crescente demanda de reajustes salariais. Ainda de acordo com Sampaio, a crise financeira não é incompetência administrativa do governo. Medidas para reforçar o caixa estão em curso desde o ano passado.

O Tribunal de Justiça do DF acatou o pedido do MP considerando a greve ilegal e determinando multa de R$ 500 mil, em dia de jogos, e R$ 200 mil, nos demais dias em caso de descumprimento. No texto, a corte sugere a suspensão dos pagamentos dos grevistas.

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