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Brasília

GDF aponta queda em todos os índices criminais

Arquivo Geral

06/11/2018 12h23

Foto: Raianne Cordeiro/Jornal de Brasília

Jéssica Antunes
jessica.antunes@grupojbr.com

O mais recente Balanço de Segurança Pública do Distrito Federal apresenta queda nos índices em todos os crimes. Referente ao mês de outubro e ao acumulado dos dados até o fim daquele mês, o cenário da capital é de redução no número de ocorrências. De mortes violentas a crimes contra o patrimônio, a situação apresentada pelo GDF é de tranquilidade, sem crença em subnotificação. A única tipificação com aumento de casos é de tentativa de homicídio no mês, mas com diminuição na média anual.

O crime de homicídio caiu 11,3% em outubro em relação ao mesmo mês do ano passado, de 53 para 47 ocorrências. “Na linha do tempo, o número só foi menor em 2006”, aponta Cristiano Sampaio. Em 72% dos casos, as vítimas tinham antecedentes criminais, assim como a maioria dos autores conhecidos dos crimes cometidos na capital.

“Temos o perfil de quem está matando e quem está morrendo e ajuda a traçar as estratégias de enfrentamento”. Considerando o acumulado de janeiro a outubro, os índices também apresentam queda de 6,6% comparado ao ano de 2016. No geral, os crimes violentos letais intencionais, que englobam homicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio, também apresenta queda: a redução mensal é de 15,5%; no acumulado do ano, de 7,7%.

“Em razão do êxito da política pública implementada, conseguimos preservar 753 vidas. Esse é um número que a gente não vê, não é um corpo no chão. Destaco isso em um cenário com aumento no número de homicídios no Brasil enquanto o DF tem redução sistemática”, defende o secretário.

A tentativa de homicídio foi a única tipificação com crescimento de casos, mas somente no mês de outubro comparado ao mesmo período do ano passado. O número de ocorrências subiu de 78 para 86 casos de sobreviventes, equivalente a um aumento de 19,4%. No entanto, o comportamento anual é de redução de 5,5%.

Patrimônio

Todos os crimes contra o patrimônio tiveram redução no mês de outubro e no acumulado no ano na capital. O mais significativo é a quantidade de ocorrências de roubos em coletivos, que reduziu quase pela metade em outubro (47,1%) e de 38% no ano.

O grande volume de vítimas é de roubo a pedestres, com mais de 27 mil ocorrências, mas redução de mais de 10% no ano. Segundo os órgãos de segurança, mais de 70% dos casos são de roubos de celulares. Ação sistêmica de bloqueio de aparelhos e enfrentamento e reprimido receptadores.

“Certamente é o tipo de crime que mais atinge a população e promove a sensação de insegurança. É natural que esse tipo de ocorrência não seja priorizada diante de crimes mais graves, mas o volume justificou esforço integrado para coibir”, afirma Sampaio.

Até mesmo os casos de estupro tiveram queda. Os ocorridos em outubro caíram 37,5% no mês, passando de 72 em 2017 para 45 agora. No ano, a redução foi de 11,5% (627 contra 555).

Subnotificação

A Secretaria de Segurança Pública não acredita que a população esteja registrando menos o ocorrências. “Há um conjunto de fatores que nos levam a acreditar que há cada vez menos subnotificação”, diz o titular da pasta.

“Em homicídios, por exemplo, não tem como esconder o corpo. Em coletivos, o cobrador tem que prestar contas da tarifa que recebe. Não se pensa como crível que ele deixará de fazer isso. Em roubos, furtos de veículos trazem como consequência as práticas de infrações e seguro. Todos os crimes caminham no mesmo sentido. É improvável que esteja havendo aumento daqueles que não são palpáveis”, afirma o Cristiano Sampaio.

Para isso, é considerado o aumento dos boletins de ocorrência online. Hoje, são 17 tipos de crimes com essa possibilidade e correspondem a 30% de todos os casos que chegam à Polícia Civil. “Também temos pesquisas de vitimização e há redução das pessoas que foram vítimas e não comunicaram à Polícia. Além disso, os índices de confiança crescem milita contra subnotificação porque há maior esperança de que tenha resultado”, defende.

 

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