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Brasília

GDF anuncia mais cinco Caps para ampliação da política de combate ao crack

Arquivo Geral

03/04/2013 16h20

O Governo do Distrito Federal anunciou hoje (3) a criação de cinco novos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps), que funcionarão 24 horas em conjunto com cinco novas Unidades de Acolhimento. A ação faz parte do Plano Distrital de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, em vigor há um ano. Paranoá, Itapoã, Varjão, Santa Maria e Planaltina serão as cidades beneficiadas. As inaugurações manterão o Distrito Federal na vanguarda das políticas de enfrentamento as drogas.

 

Atualmente o DF tem unidades do Caps em funcionamento nas regiões administrativas de Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Asa Sul e Norte e na Rodoviária do Plano Piloto. Os novos centros atenderão dependentes químicos nas regiões do Paranoá, Itapoã, Varjão, Santa Maria e Planaltina. Nas Unidades de Acolhimento será possível acomodar 20 crianças e adolescentes e 45 adultos, que receberão tratamento durante seis meses.

 

O DF abriga seis dos 27 Caps em funcionamento atualmente no país. “Com os novos centros, vamos alcançar o modelo único de saúde aconselhado pelo Ministério da Saúde. Atingimos o nosso objetivo. A medida que oferecemos o serviço e a população o utiliza, significa que somos efetivos”, destacou o secretário de Saúde Rafael Barbosa.

 

As seis Unidades de Saúde Mental em funcionamento voltadas à atenção a usuários de álcool e outras drogas totalizaram 21.570 procedimentos no último trimestre, com 6.974 deles voltados a menores de 18 anos. Cerca de 250 voluntários fizeram o curso de multiplicadores da política do GDF e atuaram na abordagem de 2.500 moradores de rua – 46% eram usuários de drogas lícitas e ilícitas e menos de 5% consumiam crack.

 

Lançado em 31 de agosto do ano passado, o programa foi dividido em três frentes: prevenção ao uso de drogas, tratamento e repressão ao tráfico. O balanço das ações que envolvem 15 secretarias mostra, ainda, o crescimento do número de prisões de traficantes. A operação Marco Zero, da Secretaria de Segurança Pública, que começou em 2011 e atuou na zona central de Brasília, Taguatinga e Ceilândia, registrou 4.505 ocorrências do uso e porte de drogas e 2.070 de tráfico de drogas.

 

Convênios – Para ampliar os resultados positivos apontados em um ano de trabalho, o governo Agnelo reforçou a campanha Viva a Vida Sem Drogas, que ganhou sete parceiros. Foram assinadas cartas de intenção com os sindicatos do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis), de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sindhobar), e do Comércio Varejista (Sindivarejista), além da Rede de Postos Gasol, a Direcional Engenharia, o Centro Educacional Sete Estrelas (Sobradinho) e a Associação dos Criadores do Planalto.

 

Esses parceiros apoiaram a causa e passaram a fazer parte da rede de enfrentamento, com distribuição de material educativo. Durante esse um ano de programa foram distribuídos dois milhões de folders, 300 mil cartilhas para pais e professores da rede pública e particular de ensino e 50 mil adesivos de carros, além da apresentação da peça “Quero Ser Feliz. E você?” para 180 mil alunos.

 

A mobilização também conta com a colaboração dos sindicatos dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe), e da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon), do Serviço Social do Distrito Federal (Seconci-DF), além da Cooperativa de Consumo dos Feirantes da Feira dos Importados (Cooperfim). São quase 25 mil multiplicadores no combate ao uso e tráfico de drogas no DF.

 

“Essa etapa envolve a sociedade. Essas instituições e empresas vão ajudar na divulgação, na distribuição do material e no esclarecimento”, explicou secretário de Justiça, Alírio Neto. “Isso tudo ajuda a criar uma cultura contra o uso de drogas”, completou.

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