Da Redação
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A novidade sobre a futura mudança nas vestimentas e viaturas da PM – principalmente sobre o possível valor investido ao longo dos três anos – não parece agradar a população à primeira impressão. A grande maioria dos entrevistados pelo Jornal de Brasília compartilha a opinião de que os investimentos na PM deveriam ser direcionados em medidas mais urgentes, como o atendimento rápido e o aumento do efetivo.
É o caso do publicitário Walter Ielson Seixas, 37 anos. Para ele, os gastos deveriam ser utilizado na contratação de mais policiais. “Investir em novos uniformes e nova pintura de viaturas é desnecessário. Esse dinheiro deveria ser usado para garantir uma segurança maior às pessoas, colocando policiais nas ruas e tendo mais viaturas trabalhando. Metade delas está encostada nos batalhões”, apontou Walter.
Sem manutenção
Apenas 48% das viaturas da Polícia Militar estão em pleno funcionamento, enquanto o restante está fora das ruas à espera de licitação. O certame foi interrompido no mês passado, quando o Tribunal de Contas do DF apontou indícios de superfaturamento nos preços. A PM teve de rever os orçamentos.
O Batalhão da Polícia de Samambaia, por exemplo, é um dos locais que sofre com a situação. Em junho, dezenas de motos com apenas três anos de uso estavam paradas há, pelo menos, oito meses.
Na opinião do funcionário público Pedro Penzuti, 63 anos, falta um gerenciamento melhor dos recursos disponibilizados. “Tem coisas que são uma prioridade maior do que simplesmente a mudança de uniforme. O pior dinheiro é aquele que é gasto desnecessariamente”, disse.
A copeira Adriana de Melo, 38 anos, acredita que a última preocupação em mudanças na PM deveria ser o vestuário. “Eles não deveriam se preocupar tanto com a estética, mas com a proteção dos cidadãos. Deveria ter uma reforma para contratar mais oficiais, com mais viaturas nas ruas e em mais horários”, disse Adriana.