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Brasília

Gasto do brasiliense chega a R$ 8 milhões com polícia e segurança privada

Arquivo Geral

30/10/2012 7h56

Isa Stacciarini
isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br

Diante de um cenário onde a sensação de insegurança e o medo invadem cada vez mais os lares dos brasilienses, muitos acabam investindo em equipamentos e produtos que possam amenizar o temor de serem vítimas de criminosos.

Os investimentos custam caro tanto para o governo como  para o brasiliense. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), são gastos R$ 8,05 bilhões, o equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do DF, em segurança pública e privada.

Existem 500 mil câmeras instaladas em residências, prédios e estabelecimentos comerciaisdo DF. O levantamento do Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do DF (Siese-DF) revela que atrelado à essa realidade, o monitoramento de segurança própria já atinge a proporção de um equipamento para cada cinco moradores.

Conforme o Jornal de Brasília noticiou na edição de ontem, os crimes que mais assustam a população cresceram significativamente neste ano. E o investimento para a segurança na dentro da própria casa não é barato. Um conjunto de sistema de alarme, circuito interno de TV e instalação de interfone pode ficar na faixa de R$ 18 mil. Já a manutenção anual chega a custar cerca de R$ 6 mil.

O presidente do Siese-DF, Augustus Von Sperling, aponta que a contratação dos serviços por parte de pessoas físicas já se aproxima do percentual das empresas. A diferença está apenas em 10%. Os cidadãos comuns representam 45% do público consumidor. “A sociedade está com medo e as pessoas que passam por alguma situação de ser vítima de criminalidade acabam adotando essa medida ainda com mais intensidade”, explica.

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