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Brasília

Garoto de oito anos teve a orelha dilacerada e o rosto ferido por Pit Bull da família

Arquivo Geral

17/08/2008 0h00

Por Camila Magalhães, troche do Jornal de Brasília

Depois de 17 dias da morte do menino Vitor Ribeiro de Brito, information pills 9 anos, atacado por quatro cachorros na chácara onde morava no Gama, outro caso assustou os moradores de Céu Azul (Valparaíso-GO), na manhã de ontem. O trigêmeo Renato Nascimento Costa, 8 anos, foi mordido pelo Pit bull de estimação quando voltava para a casa da mãe.

Segundo a chefia de equipe médica do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), o garoto acabara de chegar da casa do pai, onde dormiu na noite anterior com os irmãos, quando foi surpreendido pelo cachorro. As outras crianças escaparam da fera,  porque conseguiram sair correndo.

Renato teve a orelha esquerda dilacerada e alguns ferimentos na face, mas não corre risco de morte. Ele foi imediatamente levado ao Hospital Regional do Gama (HRG), mas teve que ser transferido para o Hran por falta de cirurgiões. De acordo com os médicos, o menino estava consciente e chegou conversando e pedindo comida.


No final da tarde de ontem, ele foi submetido a uma cirurgia plástica para restauração da orelha. Até o fechamento desta edição, às 20h30, Renato ainda não havia saído do centro cirúrgico e estava acompanhado pela mãe e a tia.

“Como envolve a parte estética,  a pressa é o que menos importa”, destaca o chefe de equipe do Hran, Fernando Moraes. O médico diz, ainda, que não se pode afirmar o tempo que a criança ficará internada. “Depende da evolução clínica. Não se sabe ao certo quanto tempo”, afirma.
Até o início da noite, nenhuma ocorrência foi registrada na delegacia de Valparaíso. Não há informações oficiais sobre o que foi feito com o cachorro. A delegacia não soube dizer se o animal continua em casa ou se foi enviado ao centro de zoonoses.

O escrivão Francisco Ednaldo, da delegacia de Luziânia, foi informado sobre o caso e acredita que, se a família não comparecer à delegacia de Valparaíso para registrar ocorrência, a polícia deve mandar uma viatura para apurar o ocorrido.
Em caso de ataque…

Os especialistas alertam que, quando o cão de guarda não é acostumado ao convívio com todos os moradores da casa e entre em contato com um deles, mesmo que seja o dono, o cachorro o identificará com intruso e poderá atacá-lo.


A orientação é de que alguém fale alto para desviar a atenção do animal ou use uma mangueira com jato forte de água. Em último caso, deve-se partir para a agressão ao cão, que faça doer a fim de que largue a vítima. Segundo o adestrador Rômulo Libório, é desaconselhável puxar o animal, pois pode piorar a situação.

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