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Brasília

Gangue da "marcha a ré" age novamente

Arquivo Geral

12/02/2014 20h23

Conhecida dos brasilienses, a quadrilha da “marcha a ré” entrou em ação novamente. Desta vez, o alvo foi uma escola de inglês e informática em Taguatinga Sul. O crime ocorreu na madrugada desta quarta-feira (12).

Segundo a proprietária do local Tânia Maria de Almeida, 49 anos, o alarme da loja disparou por volta das 5h. Em cerca de 15 minutos, a polícia já estava no local. Os bandidos não levaram nada, mas causaram prejuízo em toda a faixada da escola, danificando as portas, pilastras e as divisórias das salas de aula.

A escola pertencia a família do jovem Leonardo Monteiro, que foi assassinado no final de janeiro, em Águas Claras. “Nossa família tem sido vítima da violência que assombra o DF quase que semanalmente. A gente ainda não se recuperou do luto pela morte do meu sobrinho. Agora teremos que encontrar forças para recuperar a escola, que foi destroçada”, conta Tânia. Ela acredita que a polícia foi prestativa no chamado e que está trabalhando para solucionar o caso.

O crime

A quadrilha da “marcha a ré”, como é conhecida no DF, costuma agir sempre da mesma forma: com um carro roubado, os bandidos dão a marcha a ré nas portas das lojas com a intenção de arrombá-las. Depois que conseguem, os criminosos saqueiam tudo o que podem. Mais de dez lojas foram roubadas nas regiões de Taguatinga e Ceilândia.

Memorando

A policia está trabalhando para identificar e prender os integrantes da quadrilha. No último dia 27, um memorando expedido pelo 2º Batalhão da Polícia Militar oferecia oito dias de folga (licença recompensa) para quem efetuasse a prisão dos bandidos. No entanto, a assessoria da PM informou que: “o memorando era equivocado. Ele foi suspenso e a polícia realiza investigação interna”.

Segundo o especialista e consultor em segurança pública George Felipe Dantas, não existe nenhuma ilegalidade em oferecer a licença recompensa a quem efetue a prisão. “Esta licença, assim como outros tipo de dispensa, é prevista pelos regulamentos militares. É um privilégio oferecido para estimular o corpo policial em ações como esta. A gangue da marcha a ré vem incomodando a população já há algum tempo”, explica o consultor.

Para ele, a suspensão do memorando se deve ao mau momento pelo qual as instituições policiais passam. “Perante o abalo da imagem dos órgãos de segurança, em meio a Operação Tartaruga e a cobrança da sociedade, e em face da repercussão que o memorando tomou, talvez a polícia tenha achado por bem suspender o ato”, esclarece Dantas.

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