Ian Ferraz
OGalinho de Brasília agitou os foliões da cidade com uma festa para mais de 20 mil foliões que comemorando a maioridade do bloco, filho menor do Galo da Madrugada de Pernambuco. Aos 18 anos de atividade na capital federal, o bloco homenageou os 50 anos da cidade e também o ex-presidente Juscelino Kubitschek. “Os homens estão usando fraque e cartola em homenagem à JK. As mulheres usam roupas de época e os músicos estão roupa branca para representar a pureza”, detalha Romildo de Carvalho, organizador do Galinho.
Uma multidão pulou atrás do bloco em sua concentração no Setor de Autarquias Sul e depois no Gran Folia, local de chegada do bloco. No local, muitos ambulantes vendiam churrasquinho, algodão doce, tinta para pintar cabelo, chapéus, pipoca e bebidas aos foliões que aguardavam a saída do bloco. Vinte minutos depois, os 33 músicos do Galinho subiram no trio elétrico para afinar seus instrumentos.
O estudante de Publicidade Bruno Macedo, 22 anos, estreou no Galinho. “Vim pois uns amigos me chamaram e pretendo voltar no ano que vem”, garante. Frequentadora do bloco há quatro anos, a pernambucana Maria do Carmo, 53 anos, levou toda a família para cair na folia. “O Galo cantou lá no Recife e vim pra cá”, conta. Maria estava vestida com a camisa do Galo da Madrugada de Recife e voltou a Brasília para prestigiar o bloco local. “Fomos embora de lá para prestigiar o Galinho de Brasília”, relata.
A sobrinha de Maria, Ana Lúcia, 15 anos, curtiu o bloco pela primeira vez. “É diferente do Carnaval lá de João Pessoa, minha terra, mas está bem divertido”, reconhece. Rute Arantes, 59 anos, por outro lado, sentia-se entediada enquanto o bloco não começava o show. “Espero que fique mais animado”, diz.
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