Patrícia Fernandes
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“O que você faz, além de sucesso?”. Foram com essas palavrinhas mágicas que o jogador Fred, do Fluminense, ganhou o beijo de uma bela moça e virou assunto nas redes sociais. O episódio mostra que mesmo com o passar dos anos, a boa e velha cantada ainda funciona. Algumas mulheres reclamam do constrangimento desse tipo de assédio. Outras, no entanto, confessam que ouvir certos galanteios faz bem para a autoestima.
Quando o assunto são as cantadas, os pedreiros e pintores têm a fama de serem mestres no assunto. Mas será que a fama condiz com a realidade? O pintor Marcelo Hebert, 34 anos, garante que sim.
“A galera das obras manda bem. As histórias são ótimas. Chega a ser hilário”, afirmou. Para o pintor, as mulheres retribuem positivamente: “Tem mulher que gosta. Acho que nem é questão de interesse. De certa forma, faz bem para o ego”.
Para o pintor, o segredo da boa cantada é ser divertida: “O ideal é provocar risada na mulher. Se ela rir, é meio caminho andado.” Ele ressalta que atualmente está casado e não usa mais desses artifícios. “Hoje sou casado, mas o pessoal da obra manda bem. As funcionárias das casas em que trabalhamos, acabam sendo alvo”, afirmou.
Seu colega de trabalho, Wilder Ribeiro, 24 anos, declara que já soltou algumas cantadas e o resultado foi ótimo: “Quando era solteiro, já cantei e conquistei a garota”. Ele acredita que é preciso haver um limite entre a criatividade e o bom senso. “Se o cara for muito hilário, a mulher não vai cair, nem adianta”. Para ele, é essencial focar na originalidade. “Ser original é o ideal”, completou.
Criativas
E se as mulheres andam dominando inúmeras áreas, no quesito amoroso não é diferente. Criativas e determinadas, elas estão partindo para o ataque no momento da paquera.
Mesmo com a divergência de opiniões, quando o assunto é o limite da cantada, a unanimidade impera. “Tudo depende do contexto. Se a cantada for engraçada, as chances de dar certo são grandes”, afirma o vendedor João Rodrigues. Para a estudante, Fernanda Paiva a cantada só funciona se o cara for bonito ou se for o jogador Fred. “O Fred nem precisava me falar nada, só um “oi” seria suficiente”, brincou.
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