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Brasília

Futuro incerto

Arquivo Geral

13/07/2016 7h08

Atualizada 12/07/2016 21h49

A contusão de Douglas Costa (um dos jogadores com mais de 23 anos que havia sido convocado para disputar os Jogos Olímpicos), somada à discreta negativa do Bayern de Munique para liberá-lo (prefere o jogador realizando tratamento efetivo), abriram feridas novas no confuso relacionamento entre a Fifa e o Comitê Olímpico Internacional. Não é segredo para ninguém que as principais entidades esportivas do mundo não se bicam há tempos.

A Fifa, temendo uma Copa do Mundo com menos participantes (e, teoricamente, mais qualidade), há tempos não obriga a liberação dos jogadores convocados para os Jogos Olímpicos. Para não ficar mal com o COI, decidiu que as seleções deveriam atuar com jogadores de idade inferior a 23 anos, “permitindo” que três atletas mais velhos jogassem – sempre sem obrigar os clubes a liberá-los, é importante frisar.

O Brasil está sofrendo para conseguir montar o grupo. Renato Augusto, chamado para o lugar de Douglas Costa, não sabe se conseguirá convencer os chineses. A Argentina apresentou-se com apenas 11 jogadores. A Dinamarca, que enfrentará o Brasil no Rio, também não consegue montar o time.

O mesmo acontece com diversas outras seleções. Neste momento, o futuro do futebol nos Jogos Olímpicos é incerto. Como movimenta muita gente (leiam dinheiro de ingressos), o COI ainda resiste e aceita as imposições da Fifa (como começar o torneio antes da abertura oficial), mas esta relação está cada vez mais distante.

Em falta

Ao ser demitido do Internacional, Argel Fuchs afirmou que não ficaria nem uma semana desempregado. Modesto, errou. Feio. Não ficou nem 24 horas, sendo imediatamente contratado pelo Figueirense, que mandou embora Vinicius Eutrópio, vejam só, após a derrota diante do Grêmio em Porto Alegre.

O Colorado, até ontem, não tinha treinador contratado. Falavam em Luxemburgo, falavam em Mano Menezes, falavam em Abel Braga. Havia, porém, quem defendesse a volta de Falcão. O que se vê, falando francamente, é que faltam opções de treinadores. Ou, talvez, falte mesmo é dinheiro para pagar aos medalhões – e a renovação não se mostra tão fácil como se poderia imaginar…

Sinal de alerta

Mais do que colocar o Atlético Paranaense temporariamente no G-4 (com um empate diante do Palmeiras, ontem à noite, o Santos tomaria seu lugar), a derrota do Cruzeiro, segunda-feira à noite, ligou de vez o sinal de alerta no time mineiro. E por uma razão muito simples: hoje, a Raposa possui o mesmo total de pontos do Figueirense (15), time que abre a zona de rebaixamento do Brasileiro da Série A – escapa no número de vitórias.

Para quem não lembra, no ano passado a situação do Cruzeiro já andou bastante complicada e a diretoria teme que a história se repita, desta vez sem o sucesso da salvação. Embora os cartolas neguem, a situação do treinador português Paulo Bento é ruim. Uma demissão em caso de derrota domingo, diante do Fluminense no Rio de Janeiro, não está descartada (apesar do alto valor da multa rescisória).

Impossível?

Sem saber que era impossível, foi lá e conseguiu… Quem nunca leu este tipo de citação em alguma rede social ou livro de auto-ajuda? Pois é mais ou menos esta a situação do São Paulo, logo mais, contra o Atlético Nacional da Colômbia, na partida de volta da semifinal da Libertadores da América.

Derrotado no Morumbi por 2 a 0 (gols de Borja), o tricolor paulista sabe que irá enfrentar aquele que é, talvez, o melhor time da competição continental nesta temporada (o que não quer dizer que seja imbatível), e uma torcida alucinada com a possibilidade de disputar o título. Para complicar ainda mais a situação da equipe dirigida por Edgardo Bauza, os desfalques são muitos, incluindo o zagueiro Maicon, contratado para ser o condutor do São Paulo nesta reta final – é bom lembrar que foi após sua tola expulsão no primeiro jogo que o Atlético Nacional marcou seus gols.

A chance de classificar-se é pequena, mas existe e o São Paulo deverá brigar por ela até o fim. Se for eliminado hoje, é bem provável que Calleri, seu jovem atacante, emprestado até o dia 31, nem volte mais para o Brasil – ele está convocado pela Argentina para os Jogos Olímpicos (tem 22 anos). Se o São Paulo passar, o jogador já disse que pedirá para ser liberado da seleção (lembram o que escrevi acima?) e os cartolas do Morumbi vão correr atrás para ao menos prorrogar seu empréstimo.

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