Da Redação,
com UnB Agência
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AUniversidade de Brasília vai pagar hoje o salário de janeiro diretamente aos 522 funcionários da AST, que presta serviços terceirizados de limpeza e conservação no campus. A decisão surgiu após acordo celebrado durante audiência no Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), depois de duas semanas de negociações sob forte resistência da empresa a regularizar o pagamento.
Os funcionários da Monte Sinai, prestadora de serviços de almoxarifado e restaurante, receberão idêntico tratamento, embora a data do pagamento ainda não esteja fixada. O motivo para esse tipo de procedimento também é conhecido – repetição de atraso no pagamento dos salários dos funcionários do Restaurante Universitário (RU).
Diante da nova situação, os trabalhadores encarregados da limpeza retornaram aos poucos ao trabalho e o lixo acumulado em alguns setores nos últimos dias voltou a ser recolhido. “Nós já deveríamos ter encaminhado as providências para rescindir o contrato com a AST e assinar outro, em carater emergencial. Adiamos essa decisão para garantir o pagamento dos trabalhadores”, afirmou a decana de Gestão de Pessoas, Gilca Starling.
MUITO LIXO
O Minhocão era a área mais comprometida pelo excesso de lixo quando as atividades da limpeza começaram a voltar à normalidade. Segundo Manuel Roque, fiscal do DGP Terceirização, desde o dia 15 de janeiro, nenhum funcionário do setor estava trabalhado. Nos outros locais, o quadro foi reduzido e realizado em regime de escala.
De acordo com Rosilene Franscica, representante dos trabalhadores da empresa, desde o dia 7 de janeiro os funcionários vêm parando gradativamente. “Mais de 80% do quadro não têm trabalhado. Não por má vontade. Eu, por exemplo, gasto R$ 10 por dia e fica impossível vir à universidade”, relata.
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