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Brasília

Funcionário da Infraero é acusado de roubar e revender smartphones

Arquivo Geral

05/12/2014 16h13

<p>Um funcionário da Infraero acusado de interceptar carga roubada fopi preso na quinta-feira (4). Após uma denúncia anônima, Paulo Roberto da Silva, de 30 anos, foi localizado na quadra 114 Sul, comercializando 30 aparelhos celulares de origem duvidosa. “No momento da abordagem, o acusado foi preso em flagrante, após os policiais constatarem que os objetos e as notas fiscais, eram frutos de um roubo”, informou o delegado responsável pelo caso, Jeferson Lisboa.</p>

<p>De acordo com a Polícia Civil, os smartphones, modelo Sony Xperia Z3 Compact –com valor de mercado varia entre R$ 2,5 mil e R$ 2,6 mil, são provenientes de uma receptação a um caminhão de carga que seguia do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek para o Setor de Industria e Abastecimento (SIA), no dia 24 de novembro. Na ocasião, foram furtados aproximadamente 300 celulares que pertencem a uma Operadora de Telefonia. </p>

<p>O acusado é formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e revendia os aparelhos a comerciantes com um preço bem abaixo do mercado e com a garantia da nota fiscal, para não levantar a suspeita dos compradores. De acordo com o delegado, o analista prestou depoimentos na Delegacia de Polícia Especializada (DPE), na presença de um advogado e responderá pelo crime de Receptação Qualificada, podendo pegar até cinco anos de prisão.</p>

<p> “Agora vamos continuar as investigações e ver se ele não está envolvido em mais nenhum crime. Os celulares apreendidos serão restituídos ao verdadeiro dono e continuamos na busca dos outros smartphones e participantes da ação”, finalizou Lisboa. Em nota, a Infraero informou que, mesmo sem o funcionário ter sido preso no ambiente de trabalho, irá abrir uma sindicância para investigar o comportamento. </p>

<p><strong>Ação</strong></p>

<p>Segundo o delegado, a ação foi surpreendentemente rápida. “O caminhão com os aparelhos chegou, se dirigiu até o setor de cargas, localizado no trecho 4 do SIA e logo foi abordado pelos envolvidos, que estavam armados”, concluiu. Ainda de acordo com Lisboa, o motorista do caminhão não soube informar ao certo quantas pessoas participaram do furto, mas apontou pelo menos outros três.</p>

<p>Agora, a Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (CORF), investiga a participação de Paulo Roberto nessa ação, quem são os autores do crime e quem entregou a carga para o acusado. “Não descartamos hipótese nenhuma e trabalhamos, principalmente, com o pressuposto de que os criminosos recebiam informações privilegiadas, já que eles tinham interesse especificamente naquela carga, que tinha um valor de comércio muito alto”, disse o delegado. </p>

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