Luís Augusto Gomes
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Uma funcionária pública de 30 anos viveu momentos de tensão, medo e pânico na madrugada de ontem. Abordada por dois homens armados com uma faca, no estacionamento de uma lanchonete da QI 3 do Guará I, ela foi obrigada a entrar no próprio carro – um Fox vermelho – e percorrer as vias por mais de duas horas. A servidora sofreu agressões físicas e psicológicas e teve as costas perfuradas com faca. Este foi o quarto sequestro em 12 horas no DF.
Transtornada pelas ameaças de violência sexual e de morte, a mulher mal conseguiu falar quando o carro em que ela estava com os dois irmãos criminosos foi parado em uma blitz do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv) da Polícia Militar, na Estrada Parque Taguatinga Guará (EPTG), sentido Plano Piloto. “Suspeitamos do veículo em zigue-zague na pista e resolvemos abordá-lo. A jovem estava com a blusa rasgada e suja de sangue. Ela ficou em estado de choque e não conseguiu falar devido às torturas”, disse o tenente-coronel Alex Bonelly.
Os irmãos, de 19 e 24 anos, foram autuados por roubo qualificado. O mais velho já era procurado pelo mesmo crime. A PM informou que a média de sequestros-relâmpagos já é o dobro da registrada ano passado.
Na quarta, como mostrou o Jornal de Brasília, outros três sequestros foram registrados: dois em Taguatinga e um em Sobradinho.