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Fuga de moradores da região atrapalha buscas por Lázaro

A região possui cerca de 200 a 300 mini-chácaras, com sedes e outras casas para caseiros, além de galinheiros e áreas para outros animais. Ao todo, são aproximadamente 140 a 210 imóveis ao dispor de Lázaro

Foto: Divulgação

Com cerca de 70% das propriedades rurais abandonadas na região de Edilândia e Cocalzinho (GO), as buscas por Lázaro Barbosa de Sousa estão ainda mais difíceis. Nos últimos dias, os moradores tem saído das fazendas e chácaras locais, deixando para trás mantimentos facilidades para o criminoso.

A região possui cerca de 200 a 300 mini-chácaras, com sedes e outras casas para caseiros, além de galinheiros e áreas para outros animais. Ao todo, são aproximadamente 140 a 210 imóveis ao dispor de Lázaro.

O cerco realizado pela força-tarefa tem alta concentração de vegetação de cerrado, com rios, brejos e matas fechadas, além de pequenas cachoeiras. Algumas das grutas no local medem um quilômetro de profundidade. Elas podem não só esconder uma pessoa como fornecer passagens para o outro lado caso sejam ocupadas pelos agentes de segurança. Apesar da dificuldade, Lázaro Sousa conhece o local por ter vivido na região.

O local é cortado por uma rodovia, a BR-070, e estradas vicinais. Existe um risco alto de que Lázaro Sousa consiga furar o cerco, saindo do perímetro definido pelos chefes da operação. Para isso, o modo mais fácil seria atravessar, pela mata, algum “ponto cego” não monitorado pelos agentes.

De acordo com as autoridades, ao se manter descansado, hidratado e alimentado, Lázaro pode fazer nova tentativa de furar o cerco delimitado pela força-tarefa composta por policiais federais, rodoviários, civis e militares do Distrito Federal e de Goiás.






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