Ana Ferreira
ana.ferreira@jornaldebrasilia.com.br
O inverno nem chegou na capital federal e as baixas temperaturas registradas até o momento já são suficientes para que a população brasiliense reclame do vento gelado que bate no rosto no fim da tarde, madrugada e início da manhã.
Na última segunda (13), foi registrada a temperatura mais baixa até hoje no ano de 2016, em Brasília. Os termômetros atingiram 12,5° nas primeiras horas do dia, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). E não para por aí não, o Instituto prevê que a frente fria, que desembarcou na semana passada no DF, deve continuar nos próximos dias com frio ainda mais intenso.
Para contribuir com o aquecimento alheio, a população da capital realiza ações para arrecadar agasalhos, casacos, cobertores, edredons, meias e calçados para moradores de rua. As iniciativas tem como objetivo amenizar o frio sentido por famílias e pessoas necessitadas que não dispõem dos itens em seu guarda-roupa.
A costureira Silvia Cruz, de 50 anos, foi uma das que se mobilizou pela causa. Silvia conta que resolveu arrecadar os itens após ver dois mendigos disputar um pedaço de papelão em frente ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC). “Era bem cedinho, por volta das 6 horas. Ver aquelas pessoas disputando um pedaço de papel para evitar o frio me fez chorar. Foi aí que tive a ideia de ajudar”, conta.
Com as doações arrecadadas, Silvia pretende montar uma “Árvore do Agasalho” no Centro de Ceilândia. A costureira pede o apoio de interessados na montagem do monumento, que será realizada no próximo fim de semana. “Tenho algumas doações de amigos, mas precisamos de mais. Posso ir buscar as doações desde que combinem o melhor horário. Toda ajuda será bem-vinda. Quero ver muita gente se mobilizar comigo nessa causa”, enfatiza.

Reprodução/Facebook
Pelo segundo ano consecutivo, o grupo “Amor que Move” também realiza a campanha do agasalho. Com as doações arrecadadas neste ano, eles irão promover uma ação na Rodoviária do Plano Piloto, onde serão distribuídos além dos casacos, um caldo para alimentar e aquecer o frio dos moradores de rua lotados próximo ao local. O evento ocorrerá no próximo sábado (18). Um dos fundadores do grupo Alberto Almeida, 28 anos, explica a ação.
” A ideia surgiu em uma conversa entre amigos e tomou uma proporção gigante. Nos mobilizamos via rede social e, quando percebemos, tínhamos muitas doações”, afirmou. “É gratificante saber que, com tão pouco, podemos fazer diferença na vida de alguém que não conhecemos. Temos nossa casa, nossa cama, nossa coberta e eles, muitas vezes, não tem nada mais que um papelão pra se cobrir. É uma realidade completamente diferente e a resposta vem depois”.
Para ajudar nas campanhas, basta entrar em contato pelos telefones disponibilizados pela organização dos eventos. Vamos fazer um limpa no armário e separar aquilo que não serve para você, mas pode ter utilidade pra alguém?
Alberto – 8224-7725
Sílvia – 8484-9488