Menu
Brasília

Fotografias de exposição sobre a África são roubadas da UnB

Arquivo Geral

27/05/2009 0h00

Duas fotos que integram uma exposição na Biblioteca Central desapareceram menos de 24 horas depois da abertura da Semana da África na Universidade de Brasília. As imagens roubadas – referentes a Camarões, order país situado a oeste da Nigéria – desfalcaram o acervo de 100 fotografias que compõem a exposição sobre o continente africano. O autor do furto ainda não foi identificado.


É provável que o roubo tenha ocorrido entre as 17h de segunda-feira, viagra order 24 de maio, e as 9h da terça-feira, 26, no período de funcionamento da Biblioteca. Uma das organizadoras da exposição, Débora Morais, afirma que antes das 17h esteve no local para os últimos ajustes e estava tudo normal. “No entanto, quando voltei hoje pela manhã para ver se estava tudo certo, as fotos não estavam mais lá”, disse.


Uma das imagens mostrava pessoas ajoelhadas em posição de devoção e a outra retratava um plano geral da capital Yaoundé. No local das fotografias, o Núcleo de Igualdade Racial do Decanato de Extensão, responsável pela exposição, colocou um informe explicando o ocorrido.


Débora disse que, na tarde de segunda-feira, em depoimento à UnBTV, alunos se queixaram da exposição.  “Foram poucos. Alguns estudantes falaram que a mostra não representava a África”, relatou. “Mas se houve desagrado, essa pessoa poderia ter entrado em contato com a gente e feito a reclamação.”


SEGURANÇA – A segurança da BCE é feita dia e noite por quatro vigias, que fiscalizam a entrada e a saída de usuários da Biblioteca. De acordo com a diretora da BCE, Sely Maria de Sousa Costa, não há segurança específico para as exposições, e a fiscalização interna é feita por estagiários bolsistas, que circulam por todos os andares do prédio.


Sely afirma que a única maneira de tentar coibir esse tipo de ação é o monitoramento interno por câmeras. “É lamentável que tenha ocorrido, mas isso reforça a ideia de que precisamos de câmeras aqui dentro”, disse. “Isso, inclusive, é um projeto que temos para a BCE e que, provavelmente será cumprido neste ano”, destaca.


A coordenadora do Centro de Convivência Negra, Deborah Santos, e uma das organizadoras da Semana da África na UnB, lamentou o ocorrido. “Fico muito triste. Não sabemos se a pessoa que as retirou fez porque gostou ou porque não gostou das fotos. De qualquer forma é um ato de vandalismo”, afirmou.


Natural de Guiné Bissau, o estudante do 6º semestre de Administração Itiniandro Lopes disse que o público visitante de Camarões pode se sentir excluído ao não ver seu país representado na exposição. “É constrangedor. Além disso, os brasileiros perdem a oportunidade de saber um pouco mais sobre Camarões”, lamentou.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado