A auxiliar de creche Liane Martins Collares, tadalafil 45 anos, information pills é daquelas pessoas que vive intensamente. Além do trabalho diário com crianças em uma creche na 507 Norte, information pills ela encontra tempo para se dedicar a outras três paixões: escrever, interpretar e nadar. E não são apenas hobby de fim de semana: a gaúcha de Bagé já conquistou várias medalhas em competições de natação pelo País afora, trabalha em peças teatrais com frequência e se dedica todos os dias a escrever seu segundo livro.
Haja disposição! Alguns a veem como alguém que precisa de ajuda; mas outros a encaram como qualquer outra mulher. Liane vive essa situação ambígua por ser portadora da Síndrome de Down, mas nem de longe lembra alguém dependente. Apesar de ser realizada, teve de chutar para longe a desconfiança e provar que é capaz.
Participação
Esta semana é dedicada a Liane e a todos os portadores da doença no mundo. No próximo sábado será comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down e o aniversário de 50 anos da descoberta da trissomia do cromossomo 21. Desde de a última segunda-feira, entidades que lutam pelos direitos fundamentais do portadores da Síndrome de Down promovem, com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF) e da Câmara Legislativa, eventos para debater a participação deles na sociedade.
Ontem, no Auditório Dois Candangos, da Universidade de Brasília (UnB), foi realizado um fórum para debater os avanços e preconceitos em relação à doença que, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atinge cerca 300 mil pessoas em todo o Brasil.
Conquistas
Um dos palestrantes foi o geneticista Isaías Soares de Paiva, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Paiva
falou sobre as conquistas ocorridas nos últimos anos e também sobre o caminho que ainda resta a ser percorrido. “As rotinas de acompanhamento (dos portadores) com geneticistas, fisioterapeutas, psicólogos e fonoaudiólogos foram incorporadas. Esse
acompanhamento ao portador da Síndrome de Down desde a infância objetiva antecipar a morbidade, com estimulação precoce e reabilitação multidisciplinar”,explicou Paiva. Esse tratamento melhora a qualidade de vida da pessoa com Down e faz com que ela chegue à idade adulta mais adaptada a uma vida em sociedade”, aponta o especialista.