As forças armadas brasileiras foram engajadas na guerra contra a dengue no Distrito Federal. Na manhã desta quarta-feira (17), cem militares do Exército participaram da primeira etapa da capacitação para atuarem no trabalho de prevenção na cidade. Na parte da tarde, 50 homens da Aeronáutica e 50 da Marinha passarão pelo seminário, no auditório do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Eles recebem orientações sobre como detectar focos de mosquitos e larvas e os procedimentos para eliminação deles.
O seminário de capacitação foi aberto pelo secretário de Saúde, Joaquim Barros, que agradeceu a participação do efetivo militar, a partir de solicitação feita ao Ministério da Defesa. Joaquim Barros lembrou da importante e sempre disponível participação das forças armadas em situações de emergência no país e, agora, no Distrito Federal, no combate ao mosquito da dengue.
O subsecretário de Vigilância à Saúde, Allan Kardec, disse que apesar de mais esse reforço no combate ao mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, é preciso a conscientização de toda a população. “Todos estamos vulneráveis à doença”, alerta o médico. Ele disse que os militares estarão à disposição da Secretaria de Saúde por até 45 dias e vão atuar nas áreas onde há maior incidência dos focos e dos vetores.
Allan Kardec esclarece que os militares receberão, nesta quarta-feira, as orientações teóricas sobre a atuação nas residências e nas ruas. “Amanhã (quinta) e depois (sexta), eles vão receber capacitação teórica e prática acompanhando as equipes da vigilância em visitas domiciliares”, conta. O trabalho de campo vai começar em Ceilândia, segundo o subsecretário, e se estenderá a outras regiões administrativas mais afetadas pelo mosquito.
O subsecretário acrescentou que os militares vão receber um kit para trabalhar, com uma mochila, prancheta, fichas de inspeção e formulários para registro da atuação além, é claro, de larvicida para aplicação onde for necessário. O transporte, uniformes e alimentação serão fornecidos pela corporação a que pertençam.
Engajados
O major Barreto, do Exército, lembra que o efetivo colocado à disposição da Secretaria de Saúde para ajudar no combate à dengue é formado de soldados profissionais, além de sargentos e oficiais de outras patentes. “São soldados que passaram da fase do serviço militar obrigatório”, explica.
O major explica que os militares vão trabalhar em equipes, sempre sob a supervisão de um técnico da área de saúde. “Haverá um militar superior comandando os soldados que seguirão as orientações do técnico da equipe”, aponta Barreto. Segundo ele, serão equipes formadas por cinco a dez pessoas que vão visitar as residências em busca de focos para eliminação.
“Estaremos atuando na prevenção para conter a expansão da doença”, disse o major, acrescentando que todos os profissionais militares envolvidos na operação terão como levar seus conhecimentos às comunidades onde residem. “Cada um será um multiplicador em sua área de convivência”, aponta.