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Brasília

Força tarefa tenta conter invasão na Estrutural

Arquivo Geral

31/03/2010 9h51

Uma força-tarefa coordenada pela Secretaria de Ordem Pública e Social do Distrito Federal (Seops) retirou 110 barracos que invadiam parte da Chácara Santa Luzia, atrás da Quadra 17, na Estrutural. Segundo Djalma Lins, chefe da Seops, as construções foram levantadas no último fim de semana e estavam em área de preservação permanente. Nove pessoas foram levadas à delegacia, sob acusação de danos ambientais.

Ao todo, havia 501 barracos no local. Destes, 331, no entanto, pertencem a famílias já cadastradas no Programa de Habitação do DF da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) e possuem um protocolo de autorização para ocupar a área. Os donos dos 170 barracos derrubados não foram notificados da ação. “Não houve necessidade de notificação, visto que a área é de proteção permanente”, afirmou o major Raimundo Nonato Cavalcante, um dos responsáveis pela operação.

Para Djalma Lins, a ação reafirma a condição de intolerância do DF em relação a novas invasões. “Fazemos fiscalização permanente e recebemos denúncias. A própria comunidade entende que uma situação como essa atrapalha o andamento dos investimentos que têm sido feitos na cidade”, declarou o secretário.

A catadora Theresa Maria da Conceição é dona de um barraco em situação regular na Estrutural, onde mora há três anos, mas ergueu um outro cujo objetivo, segundo ela, era diminuir o número de focos de reprodução do mosquito da dengue. “Eu só queria guardar as garrafas e os materiais que eu junto no barraco, para não deixar espalhados pela rua”, disse Theresa. O argumento não convenceu aos membros da operação, que não pouparam a construção de madeira e lona.

Quem perdeu o barraco onde morava deve “procurar casas de parentes, albergues ou aluguel”, aconselha o major Raimundo Nonato. Tudo para evitar o crescimento de moradias irregulares em áreas públicas do Distrito Federal.
Apoio policial
A operação começou por volta das 10h e durou todo o dia. Cerca de 40 caminhões e 350 homens fizeram parte da força-tarefa, que envolveu, além da Seops, a Agência de Fiscalização do DF (Agefis), a Subsecretaria de Defesa do Solo e da Água (Sudesa), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest), a Terracap e as Polícias Militar e Civil do DF.
As ações de retirada têm sido constantes para evitar a criação de novas invasões em todos os pontos do Distrito Federal. Recentemente, foram realizadas ações em Brazlândia e no Itapoã, esta última região, à exemplo da Estrutural, foi formada a partir de uma invasão. Como não foram contidas a tempo, restou ao governo regularizar as ocupações e evitar seu crescimento desenfreado.

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