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Brasília

Força-tarefa definiu medidas para evitar outras mortes no Caje

Arquivo Geral

11/09/2012 7h06

Isa Stacciarini,
com agências
isa.coelho @jornaldebrasilia.com.br

 

 

 Asegurança dentro da Unidade de Internação do Plano Piloto (UIPP), antigo Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje), começou a ser intensificada depois da terceira morte em 20 dias dentro da unidade. As rondas nos módulos estão mais frequentes nos últimos dias com abordagem policial, revistas assíduas e acompanhamento constante dos adolescentes. A medida é para impedir novas mortes. De acordo com a delegada da Criança e do Adolescente, Gláucia Cristina, os internos teriam feito um pacto para   matar um colega por semana para evitar que a Vara da Infância e da Juventude autorize novas internações.

 

 

Além disso, os menores que cumprem medidas socioeducativas já começaram a ser remanejados de quartos para que em cada ala haja apenas dois internos. Até então, cada espaço era divido por até seis adolescentes. No fim de semana o número de agentes que fazem o policiamento dentro da unidade dobrou. A vigilância ostensiva tem como objetivo garantir a integridade dos menores infratores.  Os 125 internos que já completaram 18 anos e ainda cumprem sentença judicial no Caje  começaram a ser transferidos de ala para que haja a separação dos adolescentes menores de idade.

 

As medidas foram acertadas por uma força-tarefa com  membros da Justiça, do Ministério Público (MP) e do Governo do Distrito Federal formada emergencialmente para conter a onda de violência na unidade. O MP tomou ontem os depoimentos de internos, agentes carcerários e técnicos do centro para definir responsabilidades pelos crimes ocorridos.

 

 A secretária da Criança, Rejane Pitanga, afirma que as ações para intensificar a segurança vão continuar até que a normalidade do local seja garantida. “Há uma força-tarefa para alcançarmos as condições normais”, aponta.

 

 

Segundo Rejane, não existe uma situação de pânico dentro da unidade de internação. A secretária destaca que a intenção é evitar novos transtornos. “A vigilância está sendo constante e direta. Um exercício difícil está sendo feito para que cada dois adolescentes dividam um quarto. Isso não é fácil, mas é a situação ideal e será um trabalho contínuo”, ressalta.

 

 

Integração

 

O coronel e secretário-adjunto de Segurança Pública do Distrito Federal, Jooziel Freire, destaca que todas as ações de segurança pública no DF são integradas dentro do programa Ação Pela Vida, inclusive o sistema das unidades de internação que abrigam menores em conflito com a lei. Segundo Freire,  o reforço do policiamento  no Caje faz parte da meta de redução da criminalidade.
“Dentro da integração transversal de todas as pastas nós estamos trabalhando e dando o apoio que a Secretaria da Criança necessita para   fazer com que a história do Caje, que sofre de abandono e falta de políticas públicas, possa ser reconstruída”, aponta.

 

O secretário-adjunto ainda ressalta que está sendo revisto todo o processo de ressocialização para colaborar com a vigilância no local.

 

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