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Brasília

Foragido do Saidão é detido em Sobradinho

Arquivo Geral

11/02/2012 7h00

Gabriela Coelho
gabriela.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Um homem foi preso em Sobradinho 1 suspeito de tráfico de drogas. D.M.O., 33 anos, estava foragido desde dezembro, quando foi beneficiado pelo Saidão de Natal e não retornou. O homem tem três passagens pela polícia por homicídio, latrocínio e roubo qualificado. Dos 38 anos de pena, D.M.O. cumpriu apenas 11.

 

 

Durante as investigações, policiais constataram que o local onde o homem morava era ponto de venda de drogas. De acordo com agentes da 13ª Delegacia de Polícia (DP), responsável pelo caso, após denúncias anônimas, policiais observaram uma movimentação suspeita na casa do homem.

 

 

Segundo o delegado-chefe da 13ª DP, Daniel Gomes, os policiais avistaram três mulheres frequentando o local. “Meninas de mãos vazias entravam na casa e depois saiam com um pacotinho na mão. Um pouco depois, outra garota entrava de mãos vazias e saía levando algo. Quando os policiais foram abordá-las, as meninas correram e jogaram os pacotes em um mato. Como as pedras são pequenas e o mato era alto, ficou difícil de achar. Foi aí que a polícia entrou na casa do suspeito”, afirma.

 

 

 

Com o homem estavam 24 porções de crack e uma pedra grande da droga. A polícia estima que daria para render de 80 a cem porções do entorpecente, além de R$ 42. Ainda de acordo com o delegado, D.M.O. deve ser condenado por tráfico de drogas, com pena que varia de cinco a 15 anos de reclusão. “Além do que ele ainda precisa cumprir por ser foragido, a pena será aumentada. Ele é extremamente perigoso. A prisão dele será ótima para a sociedade, principalmente para a população de Sobradinho que se sentia ameaçada com a presença desse homem”, afirma o delgado.

 

 

M.F.S., de 66 anos, é vizinha da casa onde D.M.O. vendia drogas. “Era um caos. Ele sempre fazia festas intermináveis e ninguém aqui na quadra tinha coragem de reclamar sobre isso com ele. Além disso, a movimentação era grande e assustadora. A movimentação de pessoas mau encaradas se concentrava nessa casa”, afirma a mulher. Além disso, M.F.S. diz que não tinha movimento na rua após 18h. “As pessoas tinham medo de sair de casa e encontrá-lo”, completa a vizinha.

 

  Leia mais na edição impressa deste sábado (11) do Jornal de Brasília.

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