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Brasília

Folia até dentro d’água no Lago Paranoá

Arquivo Geral

02/02/2015 7h10

Teve pré-Carnaval na praia em Brasília. A frase, que parece estranha para um local ambientado no centro do continente, não está errada. Ontem, mais de 300 pessoas se reuniram na Praia do Cerrado, próximo à ponte Costa e Silva, para o primeiro Carnaval dentro d’água da capital. Idosos, adultos, jovens e crianças aproveitaram os altos termômetros para se refrescar, praticar esportes e até fazer churrasco na orla do Lago Paranoá.

Sérgio Marques, 35, é um dos organizadores do evento, que começou nada tímido. Em menos de um mês de organização, viu a água lotada de banhistas e atletas, que aproveitaram para levar pranchas, jet-ski e boias de todas as cores e formatos. “Nos inspiramos no evento que ocorre em Caraíbas (BA). Eles têm água, e a gente também”, brincou.

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL 

“É um projeto de consciência ambiental que consiste em levar o esporte para a natureza, em áreas esquecidas e degradadas”, explicou o organizador. O local foi limpo e a área de segurança demarcada por boias. Dois bombeiros e salva-vidas estavam a postos, caso houvesse necessidade de socorro. A Polícia Militar fazia rondas constantes pelos arredores, mas não teve problemas.

POPULAÇÃO APROVA 

O técnico de enfermagem veterinária Lélio Reges, 35, praticava stand-up paddle no Lago Paranoá pela primeira vez. “No Carnaval, todo mundo viaja porque não confia na capital, acha fraco e com poucas opções”, disse. “Moro aqui há 13 anos e é a primeira vez que entro na água. É algo que precisava ser feito em Brasília, cidade que tem vários pontos que podemos usufruir e ainda não fazemos”, comentou.

O termômetro ultrapassou os 30 graus e levou muitos a darem pelo menos um mergulho. “Está muito quente. O bom é que aqui a gente curte o Carnaval na água, com música boa e areia de verdade, dando uma sensação de praia”, disse Gabriela Soares, 26. “Nunca tinha vindo. Não vimos nenhum tipo de confusão e ainda tem homem bonito”, brincou Cristiane Campos, 27.

 
Programa para toda a família
Famílias inteiras ocuparam a orla do Lago Paranoá. A dona de casa Lúcia da Conceição, 59, foi com oito membros da família para o local, com o intuito de curtir o sol, a água e a música.
 
“Estava muito calor. É bom fugir dos blocos de rua e aproveitar nossa praia. Nunca tinha vindo”, opinou. “Gostei bastante. As crianças, ainda mais”, completou Lúcia.
 
Os netos Kézia e Rubens, de seis e nove anos respectivamente, fizeram bico quando tiveram que deixar a água para fazer um lanche.
 
“Eles nadaram, andaram de barco, praticaram esporte. E não vi nenhuma confusão”, disse a dona de casa, que carregava o neto mais novo no colo, de apenas seis meses.
 
Diretriz
A família encontrou abrigo do sol em uma tenda dividida com outras pessoas, mas Rubens, que tem síndrome de Down, só queria saber de brincar. De preferência, na água.
 
“É um evento democrático. Todos podem se divertir e praticar esportes. E, no final, recolhem o lixo”, finalizou o organizador Sério Marques, enfatizando o que é uma das diretrizes do projeto.
 
Saiba mais
Faltando 12 dias parao início oficial do Carnaval, brasilienses já tomam as ruas da capital. 
Ontem, foi a vez do Bloco do Rabisco, que levou mais de 500 foliões para o Eixão Sul.  
O bloco contou com DJs de hip hop e rap, além de carros de som.

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