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Brasília

Flávio Dino entrega representação ao MPT e pede providências quanto aos hospitais

Arquivo Geral

16/04/2012 19h47

Na tarde desta segunda-feira (16), o presidente da Embratur, Flávio Dino, entregou uma representação ao procurador-geral do Trabalho, Luis Camargo, para que as condições de contratação de médicos no Brasil sejam investigadas pelo Ministério Público. O encontro aconteceu no edifício Parque Cidade, no Setor Comercial Sul, sede da Procuradoria Geral do Trabalho no Distrito Federal.

 

Flávio Dino perdeu o filho, Marcelo, em 14 de Fevereiro de 2012. O menino de 13 anos foi internado no Hospital Santa Lúcia, no Setor Hospitalar Sul, com uma crise de asma e faleceu um dia depois na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

 

A família denunciou a médica Izaura Rodrigues Emídio por erros de procedimento que teriam levado Marcelo Dino à morte e acusou o hospital de ter sobrecarregado a plantonista. Ela teria demorado a atender o filho de Flávio por estar realizando um parto minutos antes e estaria em serviço durante 23h consecutivas.

 

Em sua representação, o presidente da Embratur e ex-deputado federal disse que, dos 31 médicos do quadro de funcionários do Santa Lúcia, nenhum possui vínculo empregatício com o Hospital e seriam todos autônomos, o que constitui uma irregularidade. Flávio Dino também afirmou que “profissionais estressados, sem direitos básicos e cumprindo jornadas de trabalho similares às de 300 anos atrás, impactam diretamente na qualidade do serviço essencial que um hospital presta – podendo gerar danos irreparáveis.”

 

“A representação que trouxemos hoje (16) ao procurador geral mostra que estamos diante de um problema nacional. Estou fazendo isso em nome da justiça para meu filho, que foi vítima desse sistema, e para haver uma ação preventiva. A sociedade brasileira não pode conviver com esse mau padrão do serviço de hospitais”, disse Flávio.

 

O procurador Luis Camargo informou que denúncias envolvendo condições ruins de trabalho em hospitais tanto públicos quanto particulares já vinham sendo apuradas e que tragédias como a de Flávio Dino não são incomuns.

 

“A saúde deixou de ser prioridade do governo há muito tempo. Infelizmente a maior parte das tragédias não chega ao conhecimento da opinião publica. Então há uma exigência que se apresenta para aqueles órgãos que tem o mínimo de responsabilidade e que precisam trabalhar para que tenhamos um atendimento minimamente digno para a população. O Ministério Público do Trabalho vai dar sua contribuição”, encerrou o procurador.

 

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