Da Redação
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Uma cena cada vez mais comum na capital federal. Vagas em estacionamentos públicos estão sendo reservadas por flanelinhas, empresas privadas e, agora, até por órgãos públicos. Ontem, cerca de 200 vagas do Setor de Autarquias Sul foram interditadas por policiais militares do Batalhão de Polícia de Trânsito para a cerimônia de despedida de um ministro do Superior Tribunal Militar (STM). A situação deixou revoltados os motoristas que procuravam por um lugar para estacionar na região.
“Já não tem lugar normalmente, mas agora está pior do que nunca, está crítico. É uma palhaçada isso que eles fazem. Não tem lógica deixar esse tanto de vagas inutilizadas, enquanto tem um monte de gente procurando lugar para estacionar”, reclamou Vânia Calixto, funcionária do Ministério das Cidades, que funciona ao lado do STM.
Em função da solenidade, o expediente dos servidores do Tribunal se encerrou às 14h. No período da manhã, as vagas, reservadas para os funcionários do STM, estavam inutilizadas. Na parte da tarde, as vagas foram destinadas às autoridades e convidados da cerimônia.
De acordo com a chefe da Comunicação Social da Polícia Militar do Distrito Federal, tenente-coronel Ilda Ferreira, a reserva das vagas foi solicitada pelo presidente do STM. “O estacionamento foi fechado desde o início da manhã, por conta de uma solicitação do presidente do Tribunal. No documento que nós recebemos, consta que a área faz parte do complexo do STM e, portanto, pode ser reservada”, afirmou.
Segundo a Administração Regional de Brasília, a área não pertence ao STM e o cercamento de estacionamentos públicos não é autorizado, exceto em ocasiões especiais. Como houve, nesse caso, liberação por parte do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) e da PMDF, a reserva de vagas se deu de forma legal.
O diretor de Segurança do Detran-DF, Silvain Fonseca, esclarece que em casos como este existe um protocolo de segurança e que a reserva de vagas faz parte do procedimento padrão para esse tipo de evento. “São situações excepcionais. Esse tipo de evento requer uma segurança mais reforçada, e é preciso esse tipo de intervenção para garantir a normalidade, desde que seja solicitada com antecedência”, disse.
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