Após denúncia da população, uma construção de dois pavimentos foi removida nesta terça-feira (6) pelo Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo, na Vila Rabelo, em Sobradinho II. A obra, de 500 m², estava construída a cinco metros da encosta do morro e apresentava riscos de desabamento. A ação foi coordenada pela Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) e pela Agência de Fiscalização (Agefis).
Os moradores da região informaram à Administração Regional da cidade que a construção apresentava problemas e que era habitada por usuários de drogas. O órgão, por sua vez, repassou a denúncia à Seops para atuar no local. Ao chegarem ao terreno, os agentes conversaram com os moradores para procurar auxílio socioassistencial no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da cidade. Eles saíram pacificamente.
A equipe do comitê vistoriou a casa e encontrou problemas na estrutura da edificação. Nos dois pavimentos havia infiltrações e rachaduras. Os pontos de energia encontrados foram desligados. Os técnicos da Companhia Energética de Brasília (CEB) constataram que a energia utilizada era clandestina e apresentava risco de choque elétrico, devido à exposição dos fios à infiltração. A obra permanecia na área de risco iminente da Vila Rabelo II, onde a Defesa Civil constatou, em 2011, sérios problemas quanto a ocupações irregulares propícias a desmoronamento.
Sol Nascente
Outra operação foi desencadeada pelo Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo nesta terça-feira, no Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia. Mais de mil metros lineares de cerca e uma edificação foram removidos Acabaram recolhidos, ainda, 300 metros de fios de alta tensão.
O primeiro ponto foi a área de transbordo da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), localizada na região conhecida como Cascalheira. Uma edificação construída em madeira e alvenaria, de 25 metros quadrados, e 900 metros lineares de cerca foram ao chão. No dia 30 de outubro deste ano, o comitê visitou o local para remover a construção e flagrou no local um homem com três animais silvestres e uma arma calibre 32. O suspeito foi preso em flagrante por crime ambiental e por porte ilegal de arma.
Em outro local, no Conjunto I da Área de Desenvolvimento Econômico (ADE), mais 300 metros lineares de cerca foram removidos.
Participaram das ações 115 servidores de tais órgãos: Seops, Agefis, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Terracap, CEB, Caesb e SLU.