Três homens acabaram presos em flagrante por volta das 07h desta terça-feira (18) com 7.601 mídias piratas no estacionamento da Feira dos Importados de Taguatinga. Outras 6.404 foram abandonadas nas calçadas próximas ao local. Os materiais ilegais estavam à venda desde a madrugada.
No momento da abordagem, os agentes da Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) conseguiram identificar os acusados junto aos carros, que estavam abarrotados de CDs e DVDs piratas.
A venda era feita de forma improvisada, no próprio veículo ou nas calçadas. Apenas em um dos carros os agentes encontraram 4.263 CDs e DVDs.
Após 15 minutos do término da operação, alguns agentes retornaram ao estacionamento. Foi quando quatro mil CDs e DVDs tinham sido colocados à exposição nas calçadas. Os materiais foram apreendidos, mas o dono não foi identificado.
Esta é a quarta operação realizada este ano na área externa da feira. Chega a 63.682 o número de mídias apreendidas em todo o período no local. A última ação ocorreu no dia 06 de junho, com a apreensão de 25 mil mídias. Ninguém foi preso.
Dentro da Feira dos Importados de Taguatinga não há registro de bancas que comercializam CDs e DVDs piratas.
“Com isso, a área externa da feira tornou-se um centro de distribuição de mídias que abastecem principalmente o comércio de rua. Mas nós estamos atentos e combatendo esse crime”, afirma o subsecretário de Operações da Seops, Carlos Alencar.
Prisão
Os acusados seguiram para a Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DCPim), no Departamento de Polícia Especializada (DPE).
Todos são reincidentes no crime de violação de direito autoral (pirataria). Eles vão pagar fiança e depois serão liberados. O valor mais alto será em torno de R$ 1,5 mil. Até o fechamento desde texto, a DCPim colhia os depoimentos dos acusados.
Eles responderão novamente pelo crime de violação de direito autoral (pirataria), que prevê pena de dois a quatro anos de prisão, além de pagamento de multa estipulada pelo poder judiciário.
Os materiais recolhidos com os presos devem passar por perícia da Polícia Civil. O restante, abandonado pelos donos em calçadas, será destruído em uma cooperativa de reciclagem na Cidade Estrutural.
“Quem ainda insiste na fabricação, venda e distribuição da pirataria no DF é bom mudar de ramo. Nosso trabalho não vai parar. Vamos continuar atuando em todas as feiras e em outros espaços”, alerta o delegado-chefe da DCPim, Luiz Henrique Sampaio.