Duas operações realizadas em parceria entre a Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops), a Agência de Fiscalização (Agefis) e a Polícia Militar resultaram na apreensão de 3,2 mil produtos vendidos por ambulantes irregulares nas áreas centrais de Brasília e Taguatinga. O choque de ordem ocorreu nesta quinta-feira (6). Cerca de 50 servidores estiveram mobilizados durante todo o dia.
O maior volume de apreensões ocorreu ainda pela manhã, em Taguatinga. Entre os produtos havia 205 óculos, 39 celulares, 60 baterias, 72 carregadores, 119 sacos de pano, 22 bonecos, 22 chips para celular, oito caixas de goiaba, 250 sacos de lixo e 20 cofres.
Agentes e fiscais recolheram, ainda, 1,8 mil CDs e DVDS piratas que eram comercializados no centro e no estacionamento da Feira dos Importados da cidade. Neste último local, a fiscalização do GDF já realizou pelo menos sete operações, com quase meio milhão de mídias piratas apreendidas. Desde a primeira operação realizada em 2012, que ocorreu em agosto, 53 bancas que vendiam produtos falsificados permanecem interditadas.
Nenhum dos ambulantes com produtos piratas foi preso nesta quinta-feira porque todos fugiram quando perceberam a chegada dos agentes e fiscais. Se fossem presos e condenados pelo crime de violação do direito autoral poderiam pegar até quatro anos de prisão, além de terem que pagar multa.
Brasília
A fiscalização na área central de Brasília começou às 7h e só foi terminar perto das 21h. Na Catedral da cidade, foram recolhidas 468 mercadorias, entre bijuterias, camisetas, canetas e cortadores de unha. Na Rodoviária do Plano Piloto, agentes e fiscais apreenderam 12 celulares.
Os produtos foram levados para o depósito da Agefis, no SIA. Poderão ser devolvidos em até 30 dias com a apresentação de nota fiscal e o pagamento de multa. A excessão vale para os perecíveis, que poderão ser doados por entidades cadastradas, e os falsificados, que deverão ser destruídos.