Em três ações executadas hoje em Brazlândia, Ceilândia e na Estrutural, o Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo derrubou nove construções erguidas em área imprópria. Outros obstáculos, como cercas, fossas, base para muro e pontos clandestinos de energia também acabaram alvos dos órgãos de fiscalização.
Os maiores problemas foram encontrados na Estrutural. Em uma área pública em frente ao Parque Urbano duas construções e 90 metros lineares de tapume foram retirados. Um ponto clandestino de energia acabou, ainda, desligado por técnicos da Companhia Energética de Brasília (CEB).
Outras nove ligações acabaram desativadas na zona de tamponamento do Parque Nacional de Brasília, que corresponde aos 300 metros limites de acesso à reserva, onde não pode haver nenhuma obra. Na mesma área, a equipe do comitê removeu duas construções em madeira.
Nos fundos de uma cooperativa de recicláveis, no setor de chácaras Santa Luzia, mais uma edificação em madeira foi erradicada, junto com 40 metros lineares de tapume. Uma fossa séptica acabou inutilizada no local. A sexta obra descaracterizada permanecia atrás do setor de oficinas da cidade.
Em Brazlândia, o saldo do comitê fechou em três construções removidas. O primeiro ponto foi em frente ao condomínio Recanto Feliz, na região conhecida como Capãozinho. Uma construção em madeira foi ao chão. A moradora desocupou o local pacificamente e aceitou o auxílio na transferência dos objetos pessoais em um caminhão cedido pelo governo. A pedido, a senhora foi encaminhada a casa de familiares na cidade.
Com 120 metros quadrados de área construída, uma obra acabou desconstituída na Chácara 107 da Gleba 1 do Incra 7. A estrutura estava no ponto de colocar telha. No mesmo terreno, a equipe retirou 200 metros lineares de cerca e uma base feita para levantar muro. Outra edificação foi alvo, desta vez na Chácara Bela Vista Nº 4 C, na região do Córrego do Pulador. A obra ainda estava em fase inicial de construção, com sete fileiras de tijolos erguidas.
No Setor Habitacional Sol Nascente, o Comitê teve que atuar novamente na Chácara 102, que fica atrás da Feira do Produtor de Ceilândia. Hoje foram retirados 250 metros lineares de cerca de arame com estacas em madeira. O material demarcava três lotes. Na sexta-feira (22) uma operação havia removido 30 edificações, 30 fossas sépticas, 130 metros lineares de cerca em arame, seis metros lineares de muro, um ponto de energia e um de água.