Cerca de 600 mercadorias que eram vendidas por ambulantes não autorizados foram apreendidas hoje (13), na Rodoviária do Plano Piloto. Foi durante fiscalização conjunta da Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) e da Agência de Fiscalização (Agefis), que contaram com o apoio de policiais militares.
Entre os produtos havia 26 celulares, que foram recolhidos após serem abandonados por ambulantes. Eles fugiram quando perceberam a chegada da fiscalização. Havia, ainda, frutas, relógios, carregadores, doces, salgados, bebidas e caixas de isopor.
Nesta segunda-feira, agentes e fiscais haviam apreendido mais de dois mil mercadorias nas imediações do terminal, entre alimentos, bebidas, calçados, roupas e eletrônicos.
Em dois dias de atuação, a quantidade de produtos recolhida foi suficiente para encher as carrocerias de dois caminhões.
De acordo com o subsecretário de Operações da Seops, Luciano Teixeira, a fiscalização na região foi reforçada até sexta-feira com o objetivo de liberar o espaço público e facilitar a circulação dos pedestres.
“Tivemos que tomar essa medida depois de flagrarmos diversas situações em que o pedestre era obrigado a disputar o espaço na rua com os carros. Com o aumento do efetivo esperamos conter o avanço do comércio irregular”, explica Teixeira.
As mercadorias recolhidas durante a ação serão levadas para o depósito da Agefis. Os vendedores poderão recuperá-las, desde que apresentem a nota fiscal e paguem uma multa referente ao custo da operação.
Não serão devolvidos os perecíveis, que poderão ser doados a entidades cadastradas, e os comprovadamente falsificados, que serão destruídos.
Grupo
As ações contra a venda irregular de mercadorias fazem parte de um conjunto de atividades desenvolvidas na Rodoviária do Plano Piloto desde agosto do ano passado com o objetivo de revitalizar o terminal. Para isso o Governo do Distrito Federal criou por decreto o Comitê de Gestão Integrada da Rodoviária, grupo que reúne 14 órgãos, sob a coordenação da Casa Civil.
As ações são planejadas com o objetivo de manter a ordem pública, a segurança, a qualidade nas instalações públicas e o atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade.
À Seops e à Agefis cabe a fiscalização para coibir a pirataria e o comércio ilegal. Atualmente, a Secretaria mantém 22 servidores na ocupação diária do terminal e regiões próximas, em dois turnos, para impedir a atividade dos ambulantes não autorizados.