Mais de vinte toneladas de alimentos clandestinos já foram apreendidas neste ano pela Operação Rota Ilegal, da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal. A intensificação nas apreensões foi reforçada com a chegada de quinze fiscais concursados que se somaram a equipe de vinte cinco pessoas, incluindo os funcionários administrativos, da Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal (Dipova).
Somente entre os dias 26 de fevereiro passado e primeiro de março, oito toneladas foram apreendidas nas estradas de acesso a Brasília (BRs 040, 060 e 070). Comandada pelo Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal (Dipova), a operação retirou de circulação cinco toneladas de queijo mussarela e mais três toneladas divididas entre pescado, frango e carne bovina.
Os produtos vieram de outros Estados e estavam em péssimas condições de higiene e sem nota fiscal. Não haviam passado pelo controle sanitário. As oito toneladas apreendidas estão sendo incineradas. Além das apreensões, sete pessoas foram autuadas por transporte de produtos clandestinos e ilegais. Elas pagarão multa que vão de R$ 250 a R$ 280 mil, dependendo da quantidade e do que é transportado.
Segundo o gerente de inspeção do Dipova, Wellington Lopes, todos os produtos de origem animal e vegetal devem passar pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) e pela inspeção do Dipova para comprovar se estão em estado de consumo. “Estes produtos vendidos no meio de BRs, em barracas, geralmente não passam pela inspeção e podem ser a origem de várias fontes de contaminação. A falta de refrigeração acelera a deteriorização”, alerta Lopes.
Semana Santa
O gerente de inspeção do Dipova aproveita a chegada da Semana Santa para dar algumas dicas para a compra de peixe em bom estado:
- Não comprar peixe em camelôs, que ficam nas beiras das rodovias. As condições de armazenagem não são apropriadas, o pescado não tem indicação de procedência e não tem nota fiscal;
- No supermercado o peixe deve estar exposto em um balcão frigorífico e nas feiras, em volta de gelo picado. Se congelado, deve ficar a – 18º e se resfriado, abaixo de 0º;
- Sempre protegido de sol e insetos;
- As pessoas que manuseiam o peixe têm que usar luvas e toucas para higiene;
- Olhar a data de condicionamento e de validade;
- A presença de gelo com muita água, aparenta que o balcão ficou desligado por muito tempo. Isso pode estragar o pescado;
- Os olhos do peixe têm que estar brilhantes e salientes e as escamas presas ao corpo;
- Lembrar de pressionar os dedos na barriga do peixe, que deve estar firme. Isso demonstra se ele está bom para consumo.