Matheus Venzi
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O fim de semana no Distrito Federal foi marcado por apreensões de armas de fogo. Houve registro de seis casos em Samambaia, Taguatinga Sul, Taguatinga Norte, Cidade Estrutural, Recanto das Emas e Gama, entre sexta-feira (11) e domingo (13). Seis homens foram presos. O cenário evidencia um aumento da preocupação das forças de segurança em prevenir crimes.
Na sexta-feira (11), a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) prendeu dois homens suspeitos de roubar uma clínica odontológica no Recanto das Emas. Eles estavam com R$ 1,4 mil em espécie e um revólver calibre 38 com três munições. Já na madrugada de sábado (12), um homem foi preso na DF-475, no Gama, portando uma carabina calibre 22 e cinco munições.
Ainda no sábado, mais dóis revólveres calibre 38 e munições foram apreendidos em Samambaia e na região do Areal. Em um dos casos, um suspeito também estava com uma arma de choque. Em Taguatinga Norte, um motorista arremessou fora um revólver calibre 45 e fugiu após avistar os policiais militares. Já no domingo, outro homem foi preso na Cidade Estrutural com uma pistola 9 mm de fabricação turca.

Foto: PMDF/Divulgação
Mais apreensões
O major Michello Bueno, da PMDF, afirma que a preocupação em apreender armas de fogo ilegais aumentou. “Cada arma tirada de circulação evita vários crimes. Só prender [os criminosos] não estava adiantando. Por isso, decidimos focar em tirar a principal ferramenta deles, que é a arma, e também o seu principal sustento, que é a venda de drogas”, assegura.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), no ano passado, foram apreendidas 1.661 armas em toda a região. A cidade com mais apreensões é Ceilândia, seguida de Planaltina e Samambaia. A principal arma encontrada é o revólver. “Entretanto, nos últimos anos algo nos chamou a atenção. Começamos a apreender fuzis de guerra, o que não era comum antigamente”, completa o major.
Armamento ilegal
De acordo com o ex-coronel da PM e consultor de segurança, Leonardo Sant’Anna, recorrer ao armamento ilegal é a maneira mais fácil para os criminosos cometerem crimes no DF. “Muitas vezes, essas armas são alugadas por pessoas que fazem parte do crime organizado. O bandido realiza o determinado crime e depois a devolve. Nem todos têm condição de comprar uma”, explica.
Segundo Sant’Anna, a maioria das armas ilegais chega através das fronteiras de países como o Paraguai. “É difícil fiscalizar. O baixo investimento no bloqueio das divisas do Brasil deixa muitas armas chegarem. Quanto mais armas ilegais nas ruas, mais crimes violentos”, lamenta.
Na visão do consultor de Segurança Pública, as divisas do DF com Goiás facilitam o trânsito das armas. “Fica mais fácil para o criminoso fugir. Ter uma rota de fuga. Nessas regiões próximas do Entorno, geralmente, encontramos mais armas do que no centro da cidade”, esclarece.