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Fim de Enem gera pequena aglomeração na Asa Sul

Inscritos na Unieuro, na L4 Sul, ficaram reunidos em frente à faculdade após o término do Exame

Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

A segunda e última aplicação da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 terminou neste domingo (28). Milhares de inscritos no Distrito Federal e nos 26 estados da Federação foram avaliados nos conhecimentos das disciplinas de matemática e de ciências da natureza, com 90 questões no total. Os inscritos entraram nos locais de prova até 13h30 e saíram a partir das 15h30, com limite até 18h30. O gabarito oficial das duas provas será divulgado pelo Inep no dia 1º de dezembro.

Na faculdade Unieuro, no fim da L4 Sul, não houve atrasados e os portões fecharam sem maiores correrias. Ao fim do dia, uma pequena aglomeração surgiu em frente à entrada da faculdade com a saída dos alunos. Também uma fila de carros foi formada no estacionamento da unidade de ensino pela quantidade de candidatos saindo ao mesmo tempo.

Para Eloisa Silva, de 19 anos, a quantidade de pessoas em relação à última edição, realizada em janeiro deste ano, foi menor. Na prova de 2020, ela fez o Exame na faculdade UDF, que, conforme mostrou o Jornal de Brasília na época, teve um número alto de aglomerações em frente à unidade acadêmica. “Dessa vez achei mais tranquilo e até que tinha menos gente na sala”, destacou.

Na UDF, nesta edição do Enem, o centro universitário da Asa Sul recebeu baixa quantidade de participantes em relação à vez passada. Foram apenas 35 candidatos a participarem no local, conforme afirmado à reportagem no início da tarde de ontem.

Segundo Eloisa, que quer cursar Direito, a prova foi “bem diferente” da edição de 2020, “especialmente a parte de matemática”, conforme relatou. “Caíram diversos conteúdos que não tinham caído da última vez. Achei uma prova bem desenvolvida, mas não acho que foi pra mim”, contou a jovem, que se sente mais confiante em assuntos tratados na prova de domingo passado (21).

Para Matheus Soares, 17, porém, a prova de hoje foi a que ele se sentiu com mais confiança para responder às questões. Com maior desenvoltura nas ciências exatas, principalmente em matemática, o estudante ainda não sabe qual curso irá escolher para a próxima etapa de estudos, mas provavelmente, segundo ele, terá relação com Tecnologia da Informação (TI).

“Achei mais tranquila que a de português, mesmo a prova sendo mais difícil. Até terminei mais cedo, mas também foi cansativo”, explicou. “O mais complicado é o tempo que você tem que usar para responder toda a prova. […] Contando com a prova passada, estou confiante. Vou ver minha nota e decidir o que farei”, finalizou.

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Evelin Saraiva, 17, também foi uma das participantes desta que é a segunda edição do Exame em 2021. Em comparação à prova que ocorreu em janeiro deste ano, ela se diz mais tranquila para realizar a avaliação, uma vez que a pandemia da covid-19 no DF está controlada.

“Dessa vez está mais tranquilo. Da primeira vez a pandemia estava mais no auge”, destacou. Ela quer cursar psicologia, mas não decidiu para qual universidade irá – dependerá da viabilidade para ir morar em outro estado. Ela veio de Cristalina até o DF para fazer a prova.

“Tem que estar confiante. Hoje [ontem] estou mais tranquila, mas semana passada estava mais nervosa”, disse. “Desejo uma boa sorte a todos, para que se saiam bem. Mas temos que lembrar que a nota que sair não representa o nível de inteligência das pessoas. Cada um tem a sua e é única”, disse.

O Enem 2021 é a segunda edição da prova que acontece após a paralisação das aulas presenciais nas escolas. Como estudante da rede pública de ensino, Evelin considera que perdeu muito conteúdo por um período considerável. “Como fiquei sem ir à escola por um tempo, arranjei um emprego e fiquei mais distraída. No on-line foi bem mais difícil”, relatou. Ela estuda em Marajó, região do município de Cristalina, no Entorno.

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Para Lucca Cajueira, 17, neste ano, a primeira prova foi mais complicada que os anos anteriores, exigindo ainda mais atenção nos enunciados das questões que tinham textos mais extensos. “Não cheguei a checar [os gabaritos não oficiais], mas estou confiante. Mas estou bem mais confiante hoje – me dou melhor com exatas”, afirmou o estudante.

Ele quer cursar Medicina e entende que cada questão conta para o somatório geral da nota que precisa para alcançar o curso sonhado. O objetivo é ser aprovado ou na Universidade de Brasília (UnB) ou na Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), mas os estudos remotos também atrapalharam o desenvolvimento do aprendizado dele.

“Consegui me virar na pandemia, consegui estudar bastante, mas acho que nesse ano não consegui ir tão bem nos estudos”, afirmou. Apesar disso, disse estar “tranquilo” para este ano. “Mas o foco muda muito em casa. Você acaba ficando mais disperso. [Meus colegas] acho que estão piores que eu”, acrescentou. “Mas eu desejo uma boa prova com calma e confiança, que tudo vai dar certo.”

Na opinião do jovem, os protocolos sanitários para o combate à disseminação da covid-19 estão todos corretos em relação às máscaras, álcool em gel, entre outros.

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