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Brasília

Fim de ano aquece mercado de decoração em Brasília

Arquivo Geral

27/11/2012 18h04

O fim do ano chegou e o Natal já está bem perto. Os brasilienses já começam a ir às compras.  Mas, engana-se quem pensa que o morador do DF está pensando apenas nos brinquedos dos netos, nas roupas dos filhos e nos presentes para os amigos. Muita gente está preocupada com a casa. O objetivo é deixa-la linda para a ceia do dia 24. 

 

Foi se o tempo que a única preocupação com a casa própria era apenas a compra do imóvel. Hoje, os brasilienses não querem só adquirir um apartamento, desejam comprar e decorar. Segundo Associação Brasiliense de Designers de Interiores, Abradi, no fim do ano há um aumento de 30% nas vendas das lojas de decoração. “Novembro e dezembro são meses ótimos para quem trabalha nessa área. Todos querem deixar a sua casa linda para receber os parentes”. 

 

Os empresários Agapito Palhares e Márcio Cunha, da Paper House, não têm do que reclamar. A procura para deixar a casa mais bela começou em setembro. “No início do segundo semestre a procura para o Natal começou com a força toda. Por isso nós criamos um núcleo especial para agendar as entregas, assim todo mundo fica com a casa bonita para o fim do ano”. 

 

O aposentado Lélio Raphanelli não é diferente. Comprou um apartamento e vai fazer a ceia na casa nova. “Desde agosto nós estamos no quebra-quebra para dezembro. Vamos receber os parentes em grande estilo”, afirma.

 

A empresária Tahne Islama, dona da Sidera Stone, loja de produtos de acabamento tanto para empresas, quanto para o consumidor final, também comemora a chegada do fim de ano. Segundo a empresária, a loja já conseguiu um aumento de 15% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Atualmente Brasília tem três shoppings de decoração. Além de 50 lojas nas quadras da cidade. São 250 profissionais atuando diretamente no mercado. Yeda Garcia, da Associação Brasiliense de Designers de Interiores (Abradi) ressalta que todas as grandes lojas e principais construtoras querem estar em Brasília.

 

E segundo a associação não é só a classe A que está preocupada em deixar a casa bem arrumada para o Natal. “Com o crescimento econômico do Brasil as classes C e D também passaram a procurar um decorador. Todos com o sonho de chegar e ter a casa bonita e bem decorada”, explica a arquiteta Juliane Moi. 

 

 

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