
*Com informações de Luís Nova, Ludmila Rocha e Carla Rodrigues
O protesto dos profissionais da Educação em frente ao Palácio do Buriti acabou no início da noite desta terça-feira (9), após professores e servidores do GDF receberem um documento do governo que garantia o depósito dos salários atrasados até à meia noite de hoje. Foram dois dias de paralisação para reivindicar os pagamentos atrasados e melhores condições de trabalho.
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Com o acordo entre servidores da educação e governo, todas as faixas do Eixo Monumental, sentido EPIA, foram liberadas e o trânsito começa a fluir no local. Contudo, a manifestação dos servidores da Saúde do GDF continua.
Tarde de negociação
Os protestos continuaram no Eixo Monumental ao longo da tarde desta terça-feira e seis faixas da via foram bloqueadas por cerca de 2 mil manifestantes. Além das reivindicações dos servidores da rede pública de Saúde e Educação do Distrito Federal pelo pagamento dos salários atrasados e por melhores condições de trabalho, artistas e estudantes da área de cultura reivindicavam o repasse de R$ 37 milhões para o Fundo de Apoio à Cultura (FAC).
Por volta das 14h30, os manifestantes da cultura se uniram aos técnicos de enfermagem e aos professores em frente ao Palácio do Buriti. Em apoio aos profissionais de saúde e educação, começaram a fazer uma batucada e intervenções artísticas. Pela manhã, 15 desses manifestantes entraram no Palácio do Buriti e se acorrentaram no 10º andar do prédio, em frente a sala de Planejamento.
Início dos protestos
Na manhã desta terça-feira (9), servidores da Educação e Saúde fecharam o Eixo Monumental por volta das 11h para reivindicar melhores condições de trabalho e o salário, que está atrasado desde a última sexta-feira (5). Os manifestantes prometem ficar no local, pelo menos, até as 20h de hoje.
De acordo com a diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), Rosilene Corrêa, às 16h está marcada uma reunião com a Secretaria de Fazenda para negociações.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de 2.000 pessoas estão participando da manifestação e dizem só sair quando o salário for depositado. A coorporação negocia com os manifestantes para que o evento siga pacífico. “Eles podem reivindicar os seus direitos, só não podem destrutir ou invandir instalações públicas ou privadas”, acrescentou o major Cavalcante. Ainda segundo a Polícia Militar, um microônibus com policiais foi até o local para reforçar o policiamento.
Os manifestantes seguiram em direção a Rampa de acesso ao Palácio do Buriti e ocupam os jardins do prédio. Um cordão de segurança foi feito pelos policias. De acordo com o responsável pelo policiamento no Buriti, Coronel Marque, cerca de cem policiais estão responsáveis pela segurança e afirma que o Batalhão de Choque está nas proximidades.
“Queremos que continue uma manifestação pacífica. Porém, os participantes não podem agredir os policiais, nem desrespeitar o policiamento”, informou o Coronel Marqes.
Os Técnicos de Enfermagem da rede pública de Saúde iniciaram o dia com uma manifestação em frente ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran) , seguiram para o Hospital de Base e encontraram os servidores da Educação no Eixo Monumental.
“O hospital está sem comida. Se saísse o nosso pagamento, poderíamos comer fora. Mas estamos sem dinheiro e sem ter o que comer”, desabafou o técnico em enfermagem Mário Licoln, de 69 anos.
Atendimento
De acordo Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal (Sindate-DF), dos 11 mil técnicos sindicalizados, pelo menos 50% aderiram a paralisação. No entanto, os pacientes com estado de saúde crítico não serão prejudicados. “Paramos somente as atividades que não apresentam risco de morte”, informou o Diretor do Sidate-DF, Jorge Viana.
Para quem acompanha os pacientes internados, a situação também é caótica. “Não estão servindo alimentação para os acompanhantes, e tudo em volta é muito caro. Estou há dois dias sem café, almoço e jantar. Ontem não consegui dormir pois estava com muita fome”, concluiu Conceição Sousa, de 46 anos, que está com um amigo internado.
O trânsito ao longo do Eixo Monumental está completamente parado. Os motoristas estão desviando pelo Setor de Rádio e TV Norte.
Manifestantes chegam ao Hospital de Base:

Servidores protestam no Hran:

Transito no Eixo Monumental sendo desviado:
